O início do julgamento de Ekrem Imamoglu, o principal rival de Erdogan, foi marcado por tumulto. Imamoglu pediu direito a falar, o público protestou a favor do candidato, e o juiz suspendeu a sessão. O caso integra um megaprocesso que envolve mais de 400 acusados.
Imamoglu atua como ex-presidente da Câmara de Istambul e está entre os arguidos. O processo, que pode resultar em penas pesadas, surgiu após a detenção do político em março de 2025, provocando protestos generalizados no país. Erdogan é apontado por opositores como buscando excluir o rival das eleições.
O julgamento contempla acusações de liderar uma organização criminosa. Observadores internacionais também acompanharam o desfecho, com a oposição a classificar a ação como arbitrária. O veredito pode influenciar a corrida presidencial turca, prevista até 2028.
Reações e desdobramentos
Os protestos de março de 2025 tiveram impacto nacional, com confrontos e forte mobilização nas ruas. Estudos de opinião indicam apoio a Imamoglu entre setores oposicionistas, enquanto o governo mantém a defesa da legalidade do processo.
Entre as partes, a defesa de Imamoglu sustenta que a detenção foi política e portanto irregular. Já o Ministério Público afirma que as evidências apontam para atividades criminosas envolvendo a organização sob investigação. Ninguém mencionou conclusões finais até o momento.
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