O 1.º aniversário da morte de Pinto da Costa foi lembrado pela revista Sábado, que pediu depoimentos a nove personalidades ligadas ao FC Porto. O objetivo foi recordar episódios marcantes da liderança do antigo presidente.
Entre as histórias, destaca-se a de Aurora Cunha, que mudou a história do atletismo do clube. Ela era atleta do FC Porto desde 1978 e, em 1985, recebeu uma proposta milionária para mudar-se para Lisboa.
O Benfica terá tentado levar quase toda a equipa de atletismo, oferecendo 3 mil contos à atleta. O empresário Pôncio Monteiro aguardava a decisão até à meia-noite, num hotel, mas Pinto da Costa ligou-lhe e conseguiu a sua permanência. A decisão foi tomada pelo coração em defesa da camisola azul e branca.
A história de Aurora Cunha
Cunha disse que preferiu ficar porque amava o FC Porto, mesmo com o salário prometido a diminuir. Mantendo-se, tornou-se a força motriz de diversas conquistas. Foi campeã mundial de estrada em 1984, 1985 e 1986, além de vencer maratonas como Paris, Chicago, Roterdão e Tóquio.
A atleta soma ainda 22 títulos nacionais no corta-mato e nas provas de 1500, 3000 e 5000 metros. Esses resultados contribuíram para abrir caminho ao atletismo feminino do clube e reforçaram a reputação da formação azul e branca.
A reportagem da Sábado insere-se na reflexão sobre o legado de Pinto da Costa, lembrado por figuras do universo portista através de relatos históricos que marcaram o clube.
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