Tóquio acolhe pela primeira vez os Jogos Surdolímpicos na edição centenária. Até 26 de novembro, 3.000 atletas de 80 países entram em competição, incluindo 13 portugueses. O evento decorre nas mesmas instalações que receberam os Jogos Olímpicos há quatro anos.
A competição celebra o seu 101º aniversário desde a edição de 1924, em Paris, e mantém a exclusão de atletas da Rússia e Bielorrússia. Portugal soma 13 atletas em cinco modalidades, com foco em recordes de 2022 em Caxias do Sul.
Participação portuguesa
Entre os representantes nacionais, destacam-se Francisco Laranjeira, Joana Santos e Nuno Esteves. O atletismo é a modalidade com maior presença, seguida pela natação; há ainda atletas na ciclismo e no judo.
Modalidades e nomes
Cinco atletas disputam atletismo: Francisco Laranjeira, Gustavo Pereira, Hemilton Costa, Margarida Silva e Ricardo Gomes. Quatro nadadores integram a equipa: Diogo Neves, Miguel Cruz, Ricardo Belezas e Tiago Neves.
Outros atletas e recordes
No ciclismo, André Soares e João Marques defendem Portugal, capitalizando duas medalhas na edição de 2022. Joana Santos compete no judo, somando quatro medalhas em edições anteriores. Nuno Esteves atua no tiro.
Organização e contexto histórico
O Comité Internacional de Desporto para Surdos (ICSD) organiza os Jogos, que têm status de segundo evento multidesportivo mais antigo do mundo. A competição exige que os atletas apresentem perda auditiva de 55 decibéis no ouvido melhor.
Modalidades e regras específicas
Em provas com árbitros acostumados a apitos, utiliza-se bandeira vermelha; na natação e atletismo, há um flash vermelho para o tiro de partida. O objetivo é garantir igualdade de condições entre os competidores com deficiência auditiva.
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