A Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) encerrou de forma imediata o contrato com a Podium Events para a organização da Volta a Portugal, após alegadas falhas no cumprimento contratual e dificuldades de gestão. A decisão foi anunciada pela FPC nesta semana, e a administração recorreu à banca para garantir a gestão corrente da instituição.
Cândido Barbosa, presidente da FPC, explicou que a empresa líder da federação não manteve o acordo ao longo dos últimos anos, o que tornou insustentável manter a estrutura. O contrato de concessão, vigente desde 2017, ficou rescindido por ordem financeira, com a FPC a avançar já com suporte financeiro bancário para assegurar as operações.
A Podium Events contestou as alegações e assegurou que não reconhece a dívida apontada, alegando falta de base factual e jurídica para a resolução. A empresa destacou ter financiado a Volta com patrocínios locais, autarquias e privados, mantendo níveis de patrocínio em várias entidades desde 2017.
Em 2022-2025, várias autarquias tinham acordos com a Podium, com valores que, por exemplo, a Guarda financiou em 400 mil euros para passagem da prova entre 2022 e 2025. Em 2024, a Santa Casa da Misericórdia investiu 310 mil euros na camisola branca. Outros contratos locais incluem Mondim de Basto e Covilhã, com montantes de dezenas a centenas de milhares de euros.
A análise interna aponta que, apesar de combustões financeiras, houve também críticas ao modelo de gestão da Volta a Portugal, com o diretor a afirmar que a prova não acompanhou padrões internacionais nos últimos anos. A referência incluiu a observação de que a Volta não lançaria números de participação e organização compatíveis com o que se espera de uma competição de alto nível, citando casos de formação e desempenho de equipas internacionais.
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