A World Boxing (WB) tornou obrigatórios testes de verificação de sexo para pugilistas masculinos com mais de 18 anos. O objetivo é confirmar a elegibilidade para competir em provas sancionadas pela federação, através de PCR ou teste equivalente. A regra entra em vigor esta quinta-feira.
Até agora, a verificação já incidia sobre atletas femininas desde 20 de agosto. A intenção inicial era tornar obrigatória a verificação masculina apenas a partir de 2026, com foco na segurança e na integridade competitiva.
Qualquer atleta que não apresentar resultados certificados do teste não poderá participar em competições da WB, segundo o comunicado de 20 de agosto. A medida coloca a WB como a primeira federação olímpica a impor verificação de género.
Contexto anterior e impacto
A norma para mulheres foi contestada pela pugilista argelina Imane Khelif junto do TAS, que confirmou a intenção de reconhecer o género da atleta na luta olímpica. Khelif sagrou-se ouro em Paris 2024 na categoria 66 kg, gerando controvérsia sobre testosterona.
A WB afirmou que a verificação de género tem por fim assegurar a segurança de todos os participantes e tornar as competições mais justas. A organização destacou a necessidade de resultados certificados para manter a elegibilidade.
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