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Pecuária pede resposta preventiva robusta contra doença que atinge bovinos

Fenapecuária exige resposta preventiva robusta contra a dermatose nodular contagiosa, ante o risco de introdução em Portugal e necessidade de vigilância e biossegurança reforçadas

Pecuária quer "resposta preventiva robusta" contra doença que afeta bovinos
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  • A Fenapecuária pediu uma “resposta preventiva robusta” contra a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC) após detetarem-se focos em Espanha, alertando para o risco de entrada em Portugal e defendendo medidas reforçadas de vigilância, biossegurança, controlo de efetivos e planos de contingência.
  • A DGAV salientou que água acumulada e humidade podem favorecer a proliferação de insetos vetores, mas esses fatores por si sós não significam risco sanitário imediato.
  • Em Portugal, não há casos de DNC e mantém-se o reforço da vigilância clínica; não existem novas restrições à movimentação de animais.
  • A vacinação preventiva não é possível; apenas vacinação de emergência é permitida em zonas de restrição ao redor do foco confirmado e em áreas adjacentes.
  • A DMC pode afetar bovinos e alguns ruminantes selvagens, transmite-se por insetos, contacto direto e água/alimentos contaminados, com sintomas como febre, salivação e nodulações na pele; a mortalidade ronda os 10%.

A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Pecuários (Fenapecuária) pediu uma resposta preventiva robusta contra a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC), após focos detectados em Espanha.

A DNC é uma doença que afeta bovinos, causada por um vírus da família Poxviridae. O foco recente foi reportado no norte de Espanha, com referência a França no sul, em janeiro.

A DGAV reforçou que água acumulada e humidade favorecem a proliferação de insetos vetores, mas não obrigam um risco sanitário imediato por si sós.

Portugal não registra casos de DNC, e mantém reforço da vigilância clínica. Não há restrições adicionais à movimentação de animais.

A Fenapecuária aponta para a necessidade de controlo, monitorização de efetivos e biossegurança rigorosa, com planos de contingência para situações de concentração ou movimentação de animais.

A associação está disponível para colaborar com o Ministério da Agricultura na adoção de medidas que reduzam o risco de entrada da doença em Portugal.

Medidas vigentes e vacinação

A vacinação preventiva não é possível a nível nacional. Vacinação de emergência é permitida apenas em zonas de restrição ao redor do foco e em áreas confinantes.

Transmissão e sintomas

A DNC pode transmitir-se por insetos, contacto direto entre animais doentes e sãos, bem como via água e alimento contaminados.

Em bovinos, a doença costuma apresentar febre, salivação excessiva e corrimento oculo-nasal, seguidos de queda de produção e perda de peso. Lesões podem ocorrer na pele como nódulos.

Desfecho clínico e mortalidade

A taxa de mortalidade associada à DNC ronda os 10%. O desfecho depende da rapidez de detecção e das medidas de controlo implementadas.

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