- Em Bragança existe apenas uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) para quase sete mil quilômetros quadrados.
- A criação da segunda VMER depende da adesão de médicos; o projeto de ter duas VMER no distrito existe há cerca de vinte anos, mas não se concretizou.
- Em Freixo de Espada à Cinta, o tempo de deslocação compromete a atuação em tempo útil, recorrendo-se, em casos graves, ao helicóptero do INEM em Macedo de Cavaleiros e a duas ambulâncias SIV em Mogadouro e Mirandela.
- O enfermeiro coordenador Norberto Silva afirma que seria uma mais-valia ter uma segunda equipa, mas há dificuldades em obter recursos humanos suficientes, incluindo a possibilidade de precisar de cerca de vinte médicos para Mirandela.
- A médica Carla Gomes apresentou práticas de outros países, como drones para entregar desfibrilhadores, mas a implementação depende da vontade do Governo e da formação da população em suporte básico de vida.
No distrito de Bragança, com quase sete mil quilómetros quadrados, existe apenas uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), sediada em Bragança. A criação da segunda VMER depende da adesão de médicos, explicou o enfermeiro coordenador Norberto Silva.
Durante as comemorações dos 20 anos do serviço, Silva sublinhou que, há 20 anos, havia um projeto para duas VMER, a norte e a sul do distrito, mas a iniciativa não se concretizou por dificuldades na adesão. O problema persiste.
Desafios na adesão de profissionais
Para Freixo de Espada à Cinta, a VMER não consegue atuar em tempo útil, devido ao tempo de deslocação e à resposta necessária em várias situações. Em casos assim, recorrem ao helicóptero do INEM ou a SIVs de Mogadouro e Mirandela.
O enfermeiro coordenador admite que a instalação de uma segunda VMER sul do distrito seria uma mais-valia, mas aponta obstáculos de recursos humanos. Uma equipa de Mirandela poderá existir, desde que haja médicos suficientes.
Perspetivas de melhoria e uso de tecnologia
O médico coordenador Rui Terras afirma que a taxa de operacionalidade da VMER é muito elevada, perto dos 100%, mantendo padrões de qualidade. Debatem-se ainda possibilidades de socorro fora do hospital.
Carla Gomes, médica interna de medicina intensiva, apresentou instrumentos usados em outros países, incluindo drones para levar meios de salvamento. O uso requer formação da população em suporte básico de vida.
Para que drones entreguem desfibrilhadores, é necessária vontade política e apoio governamental. O objetivo é aumentar a sobrevivência em paragens cardiorresponsivas antes da chegada dos meios de socorro.
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