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Aplicação universal da nova triagem não é razoável

Críticos alertam que a aplicação universal da nova triagem não é razoável, levantando questões sobre cobertura, custos e pressão sobre serviços de emergência

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O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), António Nunes, fala durante uma entrevista à agência Lusa, na sede da Liga dos Bombeiros Portugueses, em Lisboa, 09 de fevereiro de 2022. A Liga dos Bombeiros Portugueses critica o “subfinanciamento crónico” atribuído pelo Estado às corporações de bombeiros voluntários, obrigando-as a “estender mão” para pedir subsídios, e exige que sejam compensadas com “o valor real” dos serviços prestados. (ACOMPANHA TEXTO DA LUSA DE 12 DE FEVEREIRO DE 2022). MIGUEL A. LOPES/LUSA
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  • Debate sobre a aplicabilidade universal da nova triagem não é considerado razoável.
  • Existem ambulâncias disponíveis que não estão a ser acionadas.
  • A Liga dos Bombeiros Portugueses denuncia subfinanciamento crónico e exige compensação pelo valor real dos serviços.
  • Um incêndio urbano em Esposende deixou dois feridos.
  • Em Cuidados Continuados, houve um aumento de quarenta e três por cento de utentes em espera.

A recente discussão sobre a nova triagem de emergência volta a colocar em causa a sua aplicação universal, com críticas sobre a sua razoabilidade e impacto no sistema de saúde. O debate envolve dirigentes de corporações de bombeiros, políticos e entidades de emergência pré-hospitalar. A questão central é se o modelo proposto assegura fiabilidade e sustentabilidade sem prejudicar serviços já existentes.

Críticos apontam que o subfinanciamento crónico do Estado para as corporações de bombeiros voluntários cria uma dependência de subsídios. A avaliação é de que isso compromete a capacidade operacional e a resposta a ocorrências, especialmente em zonas com menor recurso. Em paralelo, questões sobre a alocação de ambulâncias voltam a emergir, com alegações de disponibilidade não totalmente aproveitada.

A discussão ocorreu em contexto parlamentar, com intervenções de representantes de entidades ligadas ao INEM e aos serviços de emergência. A análise foca-se na eficácia da triagem universal e na gestão de recursos, procurando esclarecer se a medida traria ganhos de eficiência ou criaria encargos adicionais para as autoridades de saúde.

No que diz respeito ao INEM, certos grupos chamam a atenção para a necessidade de reforçar o capital humano e tecnológico, de forma a responder com mais rapidez a situações críticas. A fiscalização e supervisão de serviços de emergência permanecem na ordem do dia, com pedidos de transparência sobre critérios de triagem e uso de recursos.

Paralelamente, há referências a avanços científicos que podem influenciar o setor, nomeadamente o desenvolvimento de novas moléculas com potencial terapêutico. O tema, contudo, está deslocado de imediato para a gestão operacional do sistema de saúde e para as garantias de financiamento estável.

Na esfera internacional, episódios envolvendo autoridades de outros países e ações estratégicas são mencionados como referência para avaliação de políticas de resposta a emergências. O objetivo é aferir padrões de eficiência, coordenação interinstitucional e proteção de cidadãos em situações críticas.

Na prática, a prioridade é assegurar que a resposta de emergência seja rápida e segura, com recursos adequados e uma organização que minimize atrasos. A discussão continua a evoluir, com diferentes perspetivas sobre a melhor forma de equilibrar recursos, financiamento e qualidade do serviço prestado.

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