- Rock in Rio Lisboa reforça parcerias com a Entidade Regional de Turismo de Lisboa, Embratur e TAP para ampliar o público internacional.
- A edição de 2026 vai ocorrer em Lisboa em junho e no Rio de Janeiro em setembro, ampliando o festival para uma “multiplataforma” que envolve turismo e marcas.
- Atualmente, cerca de 60% do público de Rock in Rio Lisboa vem de fora da Grande Lisboa, apontando para oportunidades de impacto regional.
- O festival mudou do Parque da Bela Vista para o Parque Tejo, aumentando a capacidade e fortalecendo a identidade lisboeta do evento.
- A estratégia passa por pacotes integrados (passagem, ingresso, transporte e hotel) e por aproximar operadores turísticos e empresas para venderem conjuntamente produtos do Rock in Rio.
Roberta Medina dirige uma nova fase de expansão do Rock in Rio Lisboa, em que o festival reforça parcerias com turismo, Embratur e TAP para ampliar o público internacional. A edição de 2026 prevê Lisboa em junho e Rio de Janeiro em setembro, apontando para uma estratégia multiplataforma.
A vice-presidente executiva do Rock in Rio explica que a visão vai além da música, juntando marcas, companhias aéreas, operadores e entidades públicas para dinamizar turismo e turismo de destino. O objetivo é transformar o festival num espaço de circulação de pessoas e experiências.
A origem do festival é associada a uma cidade que precisa de promoção turística. Roberta destaca que, desde 1985, o Rock in Rio quis dar voz à juventude e estimular o turismo, acreditando que o turismo tem impacto econômico relevante para a cidade.
Turismo
A parceria com a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa visa incentivar a permanência dos visitantes no território. A ideia é promover visitas a Vila Franca, Lisboa, Almada, Sintra e outros locais, criando ligações diretas entre o festival e o destino.
A estratégia envolve comunicação direta com o público, oferecendo pacotes regionais aos compradores de ingressos. A ideia é que o festival gere consumo turístico para além do recinto, articulando-se com a região de forma ativa.
A Embratur é encarada como plataforma para divulgar o Brasil a portugueses e europeus. O plano divide-se em duas fases: antes do festival, com foco cultural e de estilo de vida brasileiro, e depois, com convite direto a visitar o Brasil.
Pacotes integrados
A TAP entra como parte de um ecossistema com ganhos mútuos: promover o Rock in Rio envolve vender voos, ingressos e pacotes que incluam passagem, hotel e transporte. Outros operadores turísticos e instituições locais também participam.
A meta é criar pacotes que ofereçam vantagem ao consumidor final, expandindo o alcance do festival para fora de Portugal e fortalecendo o ecossistema comercial em torno do evento.
Parque Tejo
A mudança do Rock in Rio Lisboa do Parque da Bela Vista para o Parque Tejo abriu novas possibilidades operacionais e artísticas. Palcos maiores e melhor logística elevam a capacidade e a qualidade da experiência.
A nova localização facilita mobilidade, amplia a capacidade de shows e reforça a identidade lisboeta do evento, distinguindo a edição de Lisboa da versão brasileira.
Roberta Medina sublinha que o balanço inicial é positivo, com ajustes em áreas de alimentação, banheiros e organização logística. A organização busca consolidar uma frente corporativa e turística com áreas premium para eventos empresariais.
A executiva destaca que o Rock in Rio precisa de tempo para amadurecer a visão integrada entre cidade, marcas e turismo. O objetivo é manter o propósito do festival enquanto amplia o seu papel internacional e local.
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