- Angola marcou presença na ITB Berlin 2026 como país anfitrião oficial, com um jantar do Global Tourism Forum Angola reunindo especialistas e investidores de todo o mundo.
- O turismo é apresentado como pilar-chave para diversificar a economia, com o petróleo e o gás a representarem cerca de vinte por cento do PIB.
- O país oferece praias selvagens, safaris, o Deserto do Namibe e as Quedas de Kalandula, destacando-se pela hospitalidade e pela cultura.
- O governo quer desenvolver resorts, hotéis e eco-lodges, promovendo turismo de luxo responsável para evitar o turismo de massas e preservar a natureza.
- A inteligência artificial surge como ferramenta para entender melhor os turistas e orientar estratégias de atração e atuação no mercado.
Angola mostrou hoje no ITB Berlin 2026 o seu objetivo de tornar o turismo um pilar económico. No primeiro dia da maior feira mundial, o ITB Berlin, Angola foi anfitriã do Global Tourism Forum Angola Leaders Dinner, organizado pelo Ministério do Turismo de Angola e pelo World Tourism Forum Institute (WTFI). O evento contou com especialistas e investidores de vários países, incluindo Alemanha, Turquia e Arábia Saudita.
O ministro do Turismo, Márcio de Jesus Lopes Daniel, participou na cerimónia e explicou que o ITB é uma referência global para o setor. O objetivo é posicionar Angola como destino a curto e médio prazo, reforçando parcerias para captar investimento e desenvolver infraestruturas turísticas.
O ministro de Estado para a Coordenação Econômica, José de Lima Massano, destacou que Angola pretende diversificar a economia, apontando o turismo como área estratégica para o crescimento. A meta é reduzir a dependência de petróleo e gás, que hoje representam cerca de 20% do PIB, acelerando o desenvolvimento sustentável.
Angola apresenta um leque variado de atrações, desde praias inexploradas ao deserto do Namibe, passando por safaris em parques nacionais e pela imponente queda de água das Quedas de Kalandula. O país pretende explorar a riqueza natural para atrair visitantes amantes de natureza e aventura.
Segundo representantes do governo, o turismo também deve beneficiar da cultura local, com uma hospitalidade destacada. O objetivo é oferecer experiências autênticas, ligadas à música, gastronomia e festas tradicionais, sem recorrer ao turismo de massas, para preservar o ambiente natural.
Para apoiar o desenvolvimento, o uso de inteligência artificial surge como ferramenta para entender melhor o perfil dos visitantes. A gestão de dados pode orientar estratégias de atração, comunicação e atendimento, fortalecendo a presença de Angola no mercado internacional.
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