- O julgamento do deputado do Chega Pedro Frazão, acusado de difamação por publicações em 2021, começa esta segunda-feira em Lisboa.
- O processo já ficou adiado anteriormente, após Frazão invocar imunidade parlamentar.
- Em 7 de janeiro, a Comissão de Transparência e Estatutos dos Deputados autorizou o levantamento da imunidade de Frazão.
- A acusação do Ministério Público sustenta que Frazão publicou no Twitter um vídeo de uma jovem militante do Bloco de Esquerda, acompanhando com a frase “Já não há Pureza no Bloco de Asquereza? #MeToo” e questionando “quem será o nojento de 62 anos?”.
- Na altura, José Manuel Pureza era vice-presidente da Assembleia da República e deputado eleito pelo Bloco de Esquerda; o MP afirma que Frazão tinha consciência de quem era Pureza e de que pertencia aos órgãos do Bloco de Esquerda, com 62 anos.
O julgamento do deputado do Chega, Pedro Frazão, apenas antes de começar foi adiado por invocação de imunidade parlamentar. O caso envolve acusações de difamação recebidas por José Manuel Pureza, atual coordenador do Bloco de Esquerda, em 2021.
O processo arrancou esta segunda-feira, em Lisboa, após a imunidade do deputado ter sido levantada pela Comissão de Transparência e Estatutos a 7 de janeiro. A sessão estava inicialmente marcada para dezembro.
Segundo a acusação do Ministério Público, Frazão publicou, em 2021, um vídeo no Twitter de uma jovem militante do Bloco de Esquerda, que alegou ter sido vítima de atos sexuais não consentidos por alguém ligado ao partido. A publicação incluía ainda a expressão indicativa de ajuda à causa MeToo.
Acompanhando o vídeo, o deputado questionou quem seria o autor, referindo, numa segunda intervenção, o termo “nojento” em referência a uma pessoa de 62 anos, sem identificar o destinatário. Pureza, na altura, era vice-presidente da Assembleia da República e deputado do Bloco de Esquerda.
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