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Viver com o câncer diariamente e ousar sonhar

Três doentes com cancro há mais de uma década continuam a estudar e a trabalhar, graças a tratamentos, apoio psicológico e ensaios clínicos que estabilizam a doença

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Viver com o cancro todos os dias e ousar continuar a sonhar
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  • Paula Magalhães, 59 anos, teve cancro da mama há cerca de vinte e três anos, fez mastectomia e quimioterapia no IPO do Porto e, hoje, está estável após um grupo de estudo génico e um ensaio clínico mundial de sete anos.
  • Manuel Santos, 67 anos, recebeu quimioterapia intravenosa há vários anos e, desde 2019, quimioterapia oral; gere um espaço desportivo municipal e faz terapia na horta, viajando com frequência ao IPO do Porto para tratamento.
  • Inês Carvalho, 36 anos, diagnosticada com linfoma de Hodgkin há treze anos, concluiu a licenciatura durante o tratamento e, mais tarde, realizou uma pós-graduação em turismo rural; voltou a estudar depois de interrupções e aprendeu várias línguas.
  • Paula integrou um grupo de estudo da genética durante quase quatro anos e participou num ensaio clínico mundial para cem mulheres, mantendo-se firme até ao fim.
  • Os três pacientes continuam a estudar, trabalhar ou manter atividades de vida quotidiana, enfrentando o cancro com tratamentos prolongados e apoio psicológico, mantendo-se acompanhados pelo IPO do Porto.

Três pacientes diagnosticados com cancro há mais de uma década mantêm atividades diárias como estudo, trabalho e gestão de vida pessoal. Superaram prognósticos desalentadores, recorreram a tratamentos extensos e ensaios clínicos, mantendo o foco no futuro.

Paula Magalhães, 59 anos, integrou um grupo de estudo da genética durante cerca de quatro anos e participou num ensaio clínico mundial de sete anos. Hoje está estável após vários tratamentos, incluindo uma mastectomia e quimioterapia.

Manuel Santos, 67 anos, recebeu quimioterapia oral desde 2019 e gerencia um espaço desportivo municipal. Mantém visitas regulares ao IPO do Porto para tratamento e encontra tranquilidade na horta terapêutica.

Inês Carvalho, 36 anos, finalizou o tratamento em 2015 e retomou os estudos. Concluiu a licenciatura, fez uma pós-graduação ligada ao turismo rural e investiga novas línguas, procurando manter a vida académica e profissional.

Paula Magalhães

Ao longo de férias, Paula descobriu dois nódulos no peito e seguiu para cirurgia no IPO do Porto após a biópsia no Hospital Tâmega e Sousa. A recuperação incluiu a mastectomia e quimioterapia.

A proprietária de restaurante descreve ter enfrentado a doença com foco na família, especialmente nos três filhos. A gestão de compromissos profissionais acompanhou o tratamento.

Participou num estudo genético com cerca de quatro anos de acompanhamento. Surgiram nódulos adicionais, mas o tratamento foi bem-sucedido, mantendo-se estabilizada.

O envolvimento num ensaio clínico mundial de sete anos levou Paula a ser a única participante a terminar o protocolo. Segundo a sua experiência, o medicamento revelou-se eficaz e a condição estabilizou.

Manuel Santos

Aos 56 anos, Manuel abriu o IPO do Porto com queixas no osso ilíaco e recebeu diagnóstico de cancro ósseo e pulmonar. O diagnóstico de tumor inoperável foi um choque inicial.

Recuperou forças com apoio psicológico e começou a quimioterapia oral apenas em 2019, subsequente à quimioterapia intravenosa inicial. Hoje descreve melhoria significativa no seu estado.

Mantém atividades de gestão de um espaço desportivo da Câmara Municipal de São João da Pesqueira, deslocando-se com regularidade ao IPO do Porto para tratamento.

A sua rotina inclui terapia na horta entre a fruta e a horta, prática que ajuda a suportar a doença enquanto continua a trabalhar.

Inês Carvalho

Inês soube, há 13 anos, que tinha linfoma de Hodgkin, detectado no fim da licenciatura. O diagnóstico contrariou a probabilidade de recuperação do primeiro regime terapêutico.

Seguiram-se três anos de tratamentos com recidivas rápidas, incluindo um autotransplante. Mesmo com contratempos, continuou os estudos, concluindo a licenciatura e uma pós-graduação em turismo rural.

O regresso aos estudos manteve-se mesmo diante de limitações profissionais, com aulas presenciais e remotas adaptadas à condição de saúde. Ao longo do processo recebeu apoio institucional.

No dia 9 de janeiro de 2015 terminou o tratamento no IPO do Porto, marcando uma nova fase de vida com foco académico e profissional.

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