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Tratamento inovador cura pacientes com cancro raro no sangue

Tratamento BE-CAR7 edita células T para combater leucemia linfoblástica aguda; oito pacientes tratados, 82% em remissão profunda e 64% livres da doença

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Dois terços dos doentes tratados estão em remissão. Foto: Adelino Meireles
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  • Um tratamento que edita o ADN de células T para combater leucemias linfoblásticas agudas mostrou resultados promissores: oito crianças e dois adultos foram tratados.
  • Os dados indicam 82% em remissão profunda e 64% livres da doença, segundo a New England Journal of Medicine.
  • A técnica BE-CAR7 realiza três edições no DNA das células T de dador saudável, tornando-as “máquinas de combate” que atacam as células cancerígenas do paciente.
  • Se a erradicação total ocorrer até à quarta semana, o paciente pode receber um transplante de medula óssea para reconstruir o sistema imunitário.
  • O caso de uma jovem paciente de Leicester ilustra recuperação estável, vida normal e retorno à escola, com desejo de seguir carreira científica.

Um tratamento inovador de edição genética em células T mostra resultados promissoores contra leucemias linfoblásticas agudas. A abordagem BE-CAR7 foi desenvolvida pela University College London (UCL) e pelo Great Ormond Street Hospital, em Londres, e tem como objetivo funcionar como uma “máquina de combate” contra células cancerígenas.

O estudo envolve oito crianças e dois adultos com leucemia linfoblástica aguda. Os pacientes foram tratados com edição genética de células T de dadores saudáveis para, em teoria, destruir todas as células T do doente, incluindo as cancerígenas, sem exigir compatibilidade entre dador e paciente.

Os resultados, publicados na New England Journal of Medicine, indicam que 82% dos pacientes alcançaram remissão profunda. Além disso, 64% permanecem livres da doença após o tratamento.

O protocolo prevê, em caso de sucesso, a possibilidade de um transplante de medula óssea para reconstruir o sistema imunitário, após eliminação total das células T do doente.

Entre os casos, destaca-se a história de Alyssa Tapley, de 16 anos, natural de Leicester. Alyssa foi a primeira pessoa no mundo a receber o tratamento, em 2022, no Great Ormond Street Hospital, e permanece livre da doença até hoje.

Alyssa descreve uma recuperação contínua, com vida normal e retorno aos estudos. A jovem está atualmente a concluir o ensino secundário e manifestou interesse em seguir carreira científica.

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