- Pelo menos 21 navios foram atingidos, alvejados ou denunciaram ataques desde o início do conflito, segundo o UK Maritime Trade Operations (UKMTO).
- A Organização Marítima Internacional (OMI) iniciou uma reunião de emergência em Londres para debater medidas que atenuem a crise da navegação no Médio Oriente.
- Podem ser votadas, na quinta-feira, resoluções para criar um corredor marítimo seguro para evacuação de marinheiros e navios no Golfo Pérsico, mas essas medidas não são vinculativas.
- A reunião acontece num momento em que o Irão intensifica ações em resposta a ataques israelo-americanos, o que tem paralisado o transporte no Estreito de Ormuz, deixando cerca de 20.000 marinheiros retidos em cerca de 3.200 navios.
- Países como Japão, Panamá, Singapura, Emirados Árabes Unidos e membros do Conselho da OMI apelam a uma resposta internacional coordenada para garantir evacuação segura, comunicação com os países de origem e abastecimento adequado aos marinheiros.
O órgão marítimo da ONU iniciou uma reunião de emergência em Londres para debater o transporte marítimo no Médio Oriente. A reunião ocorreu num momento em que a crise geopolítica afeta o tráfego de navios e a navegação global.
Segundo o UK Maritime Trade Operations, pelo menos 21 navios foram atingidos ou sofreram ataques desde o início do conflito. A OMI visa analisar medidas para atenuar a crise e proteger marinheiros e navios.
A Organização Marítima Internacional reúne-se para explorar ações práticas que possam garantir a evacuação segura de tripulações e a circulação de mercadorias no Golfo. As decisões podem não ser vinculativas.
Propostas e contexto
A OMI discute a criação de um corredor marítimo seguro para permitir a evacuação de marinheiros e navios encalhados no Golfo Pérsico, numa sessão de dois dias na sua sede. O objetivo é reduzir riscos à navegação.
O conselho de 40 membros pode votar em várias resoluções, incluindo padrões de segurança para facilitar comunicações com estados de origem, mudanças de tripulação e fornecimentos aos navios afetados.
A reunião ocorre num momento de retaliação iraniana a ataques israelo-americanos, que tem paralisado o Estreito de Ormuz e áreas vizinhas, elevando custos do petróleo e incerteza nos mercados.
Envolvidos e posições
Os dados da OMI indicam que cerca de 20 mil marinheiros estão retidos a bordo de aproximadamente 3.200 navios a oeste do estreito. Líderes da OMI sublinham a necessidade de medidas práticas para resolver a crise.
Na abertura, o secretário-geral, Arsenio Dominguez, afirmou que a situação é inaceitável e insustentável, pedindo foco em soluções concretas para o transporte marítimo global. O discurso enfatizou a resiliência do setor frente à geopolítica.
Estados do Golfo e outras nações pediram uma condenação firme dos ataques ao Irão, classificados como violação de soberania e de direito internacional. Aumentos de preço do petróleo também foram mencionados como consequência.
Apoio internacional
O Irão, por seu lado, atribuiu a deterioração da segurança marítima aos ataques de Israel e dos EUA, afirmando que as repercussões são consequências diretas de ações ilegais. O país participou da discussão no âmbito da OMI, sem fazer parte do conselho.
Japan, Panamá, Singapura e Emirados Árabes Unidos pediram à OMI uma atuação coordenada para facilitar a retirada segura de marinheiros e a gestão de navios encalhados. Organismos do setor defenderam uma abordagem internacional de segurança.
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