- Greve de advertência promovida pelo ver.di dispensa todos os voos previstos para Berlim na quarta-feira, com início às cinco da manhã e término às 23h59 do dia 18 de março.
- No total, ficam cancelados 445 movimentos (partidas e aterragens) e cerca de 57.000 passageiros ficam sem partir ou chegar ao aeroporto de Berlim-Brandenburg.
- Os passageiros devem contactar a sua companhia aérea para remarcações ou opções de viagem alternativas; operadores turísticos são responsáveis por voos não reservados diretamente com a transportadora.
- O sindicato critica a proposta de aumentos salariais graduais até 2028, enquanto a gestão afirma que a greve é desproporcionada.
- A próxima ronda de negociações está agendada para o dia 25 de março.
Nada voará no aeroporto de Berlim na quarta-feira. A greve, convocada pelo sindicato ver.di, afeta o BER. Começa às 5h e termina às 23h59 do dia 18 de março, implicando o cancelamento de todos os voos previstos e impacto em 57.000 passageiros.
Ao todo estavam programados 445 movimentos de partida ou chegada. A interrupção abrange tanto partidas como chegadas, deixando de operar o terminal durante todo o dia.
A ver di acrescenta que cerca de 2.000 trabalhadores, entre bombeiros, gestão de tráfego e gestão de terminais, participaram na greve de advertência. A direção critica a medida como desproporcionada dadas as tensões atuais.
Impacto no tráfego e orientações aos passageiros
A BER Airport confirmou os cancelamentos e aconselha os passageiros a contactar as respetivas companhias aéreas para remarcações ou opções alternativas. Companhias afetadas devem comunicar os cancelamentos aos passageiros.
Para voos não reservados diretamente com a companhia aérea, o operador turístico encarrega-se de resolver as alterações, segundo o comunicado oficial da BER Airport. A direção diz que a dimensão do movimento é excessiva.
Negociações e contexto
A próxima ronda de negociações está marcada para 25 de março. A gestão do aeroporto propôs aumentos salariais em várias fases, mas o sindicato afirma que a oferta tem “mente bloqueada” e rejeita o aumento gradual até 2028.
Holger Rößler, negociador-chefe do ver.di, descreve a proposta como insuficiente face ao custo de vida. O sindicato pretende obter uma oferta salarial substancialmente melhorada. A empresa nega o caráter desproporcionado da greve.
Antecedentes de números e desdobramentos
No mês passado, uma greve de pilotos afetou a Lufthansa e a Lufthansa Cargo, com interrupções também no trabalho de cockpit, reservas e formação. Diversos aeroportos vizinhos em Belgium também registaram paralisações relacionadas com reivindicações laborais.
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