- A ponte internacional Alcoutim (Portugal) — Sanlúcar de Guadiana (Espanha) corre o risco de perder financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
- O projeto, apresentado desde 1995, já terá acordo para receber verbas europeias, mas não avança devido a entraves burocráticos entre os dois países.
- O custo estimado é de 15 milhões de euros; o financiamento já está inscrito no PRR, mas depende de parecer do Ministério da Transição Ecológica de Espanha.
- Os autarcas de ambos os lados dizem que o processo está parado na burocracia, apesar de o lado português ter tudo pronto para avançar.
- Em Alcoutim, as Jornadas do Mundo Rural vão debater, entre outros temas, o futuro do interior algarvio e Baixo Alentejo, com a ponte a ser referida como instrumento de coesão territorial.
A ponte internacional entre Alcoutim e Sanlúcar de Guadiana continua em risco de perder financiamento no PRR. O projecto, que já vem desde 1995, depende de um parecer pendente do Ministério para a Transição Ecológica de Espanha, sem o qual não avança.
Segundo a CCDR/Algarve, o investimento já está consignado no PRR e o custo estimado é de 15 milhões de euros. A Homo de Portugal aponta que o apoio europeu está assegurado, mas a tramitação espanhola condiciona a execução.
Paulo Paulino, presidente da Câmara de Alcoutim, afirma que do lado português tudo está pronto para avançar. Já José Maria Perez, do município de Sanlúcar, atribui o atraso à burocracia em Madrid. Ambos dizem que o processo regrediu nos últimos anos.
As Jornadas do Mundo Rural, que arrancam em Alcoutim, reúnem especialistas em territórios de baixa densidade para discutir o futuro do Guadiana. O encontro destaca que a ponte pode ligar o interior do Algarve e o Baixo Alentejo à rede rodoviária espanhola.
José Apolinário, presidente da CCDR, reforça o empenho português no projecto, com apoio de vários primeiros-ministros ao longo dos anos. Contudo, admite que a decisão final depende do parecer da Espanha, sem o qual o financiamento fica em risco.
A extensão da ponte é de cerca de três quilómetros, vinculando as duas margens do Guadiana. Mesmo com a aprovação de estudos e apoio da Junta da Andaluzia, persiste a necessidade de um parecer do Ministério espanhol da Transição Ecológica para desbloquear o processo.
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