- O parque automóvel português está mais jovem e diversificado: 38% têm menos de quatro anos, subindo 5 p.p.; veículos com mais de 15 anos caíram para 38% (queda de 5 p.p.).
- Veículos elétricos representam 9% dos condutores, com aumento de 5,5 p.p. face a 2025; carros a gasolina subiram 11 p.p. enquanto diesel caiu 18 p.p.
- Peugeot e Renault lideram o mercado, cada uma com 10%; seguem Volkswagen (7%), BMW (6%) e Opel (6%).
- Mais de 80% conduzem o carro próprio; 79% percorrem até 1.000 quilómetros por mês; 57% compraram a pronto e 22% recorreram a crédito automóvel.
- Custos de carregamento: até 7 euros por carregamento doméstico e 50 euros mensais em consumo público; 86% carregam em casa e 91% utilizam postos públicos; estudo ouviu 1.608 pessoas entre 28 de janeiro e 11 de fevereiro.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado em 2026, face a 2025, aponta o Observatório ACP – Mobilidade Elétrica em Portugal 2026. O estudo revela um aumento de cinco pontos percentuais nos veículos com menos de quatro anos.
Entre os dados relevantes, 38% dos carros têm mais de 15 anos, uma descida de cinco pontos percentuais. A maior proporção de veículos com menos de quatro anos concentra-se na Grande Lisboa, entre proprietários de carros eletrificados e nas classes sociais A e B.
Os veículos elétricos passaram a representar 9% dos condutores, com ganho de 5,5 p.p. em relação a 2025. Carros a gasolina evoluíram 11 p.p., enquanto os diesel recuaram 18 p.p.
Resultados-chave
As marcas francesas Peugeot e Renault mantêm a liderança, cada uma com 10% do parque. Seguem-se Volkswagen (7%), BMW (6%) e Opel (6%). Mais de 80% dos inquiridos possuem carro próprio, face a 70% no ano anterior.
Quanto aos quilómetros mensais, 79% percorrem até 1000 km, o que representa um aumento de 20 p.p. Em termos de compra, 57% adquiriram o carro a pronto, 22% recorreram a crédito automóvel.
Entre quem compra a pronto pagamento destacam-se condutores com mais de 65 anos, na região de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo, sem carro eletrificado e na classe A. Quase metade considera trocar de carro dentro de 1 a 5 anos, aumento de 25 p.p.
Quanto à preferência na compra de novo, 21% escolheriam elétrico, 20% híbrido plug-in, 19% diesel, 19% gasolina e 10% híbrido simples. Em média, existem 1,8 automóveis por agregado familiar, queda de 0,2 p.p. em relação a 2025.
Os agregados mais jovens (18-34 anos), nas regiões Oeste e Vale do Tejo, e na classe alta, concentram as viaturas adicionais. Entre proprietários de veículos eletrificados, 82% possuem carro há menos de cinco anos; Tesla e BMW mantêm liderança.
Custos de carregamento apontam para até 7 euros por carregamento doméstico e 50 euros mensais no carregamento público. O estudo aponta que 86% carregam em casa e 91% recorrem a postos públicos. Galp Electric e EDP são citadas como comercializadores relevantes.
Foram realizadas 1.608 entrevistas entre 28 de janeiro e 11 de fevereiro, incluindo uma amostra de 1.200 condutores com carta de condução e 408 condutores de veículos eletrificados.
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