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Metroquê em debate: análise e contexto

Metrobus do Porto entra em funcionamento com dois anos de atraso, sem via dedicada constante e frequências superiores a dez minutos, impactando tráfego e mobilidade

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  • Custo de 76 milhões de euros e quatro anos de obras para o metrobus do Porto, com dois anos de atraso.
  • O sistema não tem via inteiramente dedicada e as frequências são superiores a dez minutos, o que aumenta o tempo de viagem face ao carro.
  • Não é nem metro nem BRT, trata-se de um autocarro com parte em faixa reservada e parte no trânsito.
  • O investimento teve críticas quanto à utilidade, incluindo uma passadeira de alcatrão de 2,5 quilómetros sem árvores.
  • Alterações no tráfego: eliminação da ciclovia, bicicletas deslocadas para as faixas da esquerda e velocidade reduzida a 30 km/h.

Após 76 milhões de euros e quatro anos de obras, o metrobus entrou em funcionamento no Porto. A obra ficou sujeita a um atraso de dois anos em relação ao cronograma inicial.

A iniciativa é apresentada como solução de mobilidade da cidade, com investimento público significativo. A operação envolve a circulação de autocarros em faixa mista, sem infraestrutura exclusiva contínua. O projeto não corresponde a um sistema de metro ou a um BRT completo.

Desempenho e caracterização

O serviço tem uma cadência de frequências superior a 10 minutos, com trajetos que, em várias situações, demoram mais do que se o deslocamento fosse feito de automóvel. A implementação não incluiu uma via exclusivamente dedicada aos autocarros.

Impactos no tráfego

Foi criada uma passagem pedonal asfaltada com 2,5 quilómetros, sem árvores ao longo do percurso. A obra também eliminou a ciclovia existente, relegando as bicicletas para as faixas da esquerda, com velocidades limitadas a 30 km/h.

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