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Carril partido em Sete Rios leva pedido de vistoria à rede ferroviária de Lisboa

Vizinhos de Lisboa exigem vistoria extensa à rede ferroviária da zona após o carril partido em Sete Rios; GPIAAF abriu análise preliminar

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Imagem do carril partido e tombado sobre o balastro em Sete Rios
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  • Um carril partido perto da estação de Sete Rios, em Lisboa, a 6 de janeiro, levou à supressão de vários comboios da Fertagus entre Campolide e Roma-Areeiro e a atrasos no serviço de suburbanos da CP, com a circulação a decorrer apenas em via única durante várias horas.
  • O movimento cívico Vizinhos de Lisboa pediu à Infra-estruturas de Portugal que realize uma vistoria extensiva a todas as linhas da zona de Lisboa, em particular nos troços de maior carga e antiguidade.
  • A vistoria solicitada deve incluir inspeção visual reforçada, ensaios ultrassónicos aos carris, verificação das fixações, análise do balastro e avaliação geométrica da via, com caráter de urgência.
  • Os Vizinhos de Lisboa sustentam que uma rotura de carril não é um evento isolado e pode sinalizar fadiga acumulada do material ou falhas na monitorização e manutenção, podendo colocar em risco passageiros, trabalhadores e população.
  • O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Ferroviários abriu uma análise preliminar ao incidente, que pode evoluir para investigação, com a Câmara Municipal de Lisboa já informada.

Um carril partido na linha próximas da estação Sete Rios, em Lisboa, ocorreu a 6 de janeiro, provocando a supressão de vários comboios da Fertagus entre Campolide e Roma-Areeiro. O serviço de suburbanos da CP teve atrasos, com a circulação a realizar-se parcialmente em via única durante várias horas.

O incidente levou o movimento cívico Vizinhos de Lisboa a pedir uma vistoria urgente a toda a rede da área metropolitana. A associação exige inspeção visual reforçada, ensaios ultrassónicos aos carris, verificação das fixações, análise do balastro e avaliação geométrica da via.

Os vizinhos sustentam que uma rotura de carril não é um evento isolado, mas resultado de fadiga acumulada, degradação não detectada atempadamente ou falhas na monitorização. Alertam que outros carris do mesmo lote podem estar próximos do limite estrutural.

O grupo acrescenta que a continuidade da exploração sem inspeção alargada coloca passageiros, trabalhadores ferroviários e populações vizinhas em risco de acidente grave, com potencial descarrilamento em áreas densamente urbanizadas.

Lembrando a obrigação legal da IP – Infra-estruturas de Portugal de assegurar condições de exploração seguras, a associação solicita que o resultado da vistoria seja tornado público. O comunicado foi enviado com conhecimento da Câmara Municipal de Lisboa.

O GPIAAF abriu uma análise preliminar ao sucedido, que pode ou não evoluir para uma investigação formal. O objetivo é apurar causas eKat possível responsabilidade, de acordo com a avaliação preliminar.

A presença de carris partidos na rede nacional não é inédita, ocorrendo sobretudo no inverno com frio. Em muitos casos, as fracturas são fissuras de menor gravidade, sujeitas a correção atempada. No entanto, a ocorrência em Sete Rios demonstra gravidade acima da média.

Testemunhos fotográficos indicam que uma primeira fractura pode ter passado despercebida, levando a uma segunda ruptura provocada pelo tráfego intenso. Um fragmento do carril tombou sobre o balastro, abrindo um buraco na continuidade da via.

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