- O governo moçambicano reconheceu que há agentes da polícia rodoviária envolvidos em atos de corrupção e anunciou expulsões de prevaricadores.
- O secretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, afirmou que quem não cumprir a lei deve voltar para casa.
- As medidas visam reduzir a sinistralidade rodoviária, com 408 acidentes e 662 mortes entre janeiro e setembro.
- O ministro dos Transportes e Logística anunciou tolerância zero para condutores infratores na quadra festiva.
- O presidente informou que os acidentes de viação são mais mortíferos que doenças, destacando a necessidade de maior fiscalização e cumprimento das regras de trânsito.
O governo moçambicano confirmou que há agentes da polícia rodoviária envolvidos em atos de corrupção nas estradas nacionais. Anunciou medidas para expulsar os prevaricadores e reforçar o combate à sinistralidade, com foco na responsabilização dos infratores.
Chinguane Mabote, Secretário de Estado dos Transportes, afirmou, durante ações de monitorização da fiscalização, que muitos agentes já foram convidados a sair. A mensagem é clara: quem não cumprir a lei deve deixar o posto.
A decisão ocorre num contexto de sinistralidade elevada, com as autoridades a apontarem o excesso de velocidade e a condução sob álcool como principais causas. As autoridades defendem uma atuação mais firme para reduzir os acidentes.
Em dados divulgados pelo Governo, entre janeiro e setembro registaram-se 408 acidentes de viação em todo o país, comparando com 459 em todo o ano de 2024. Houve 662 mortes nesse mesmo período, frente às 555 vítimas mortais de 2024.
O presidente da República já havia ordenado medidas para travar a sinistralidade durante a quadra festiva, enquanto o Ministério dos Transportes e Logística defendia uma tolerância zero para infratores. A meta é reduzir o impacto económico e social dos acidentes.
O ministro dos Transportes e Logística relembrou, em novembro, que os acidentes são mais mortíferos que várias doenças e pediu maior fiscalização e respeito pelas regras de trânsito. As autoridades sinalizam que os números exigem ações rápidas e eficazes.
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