- Cerca de 500 pessoas manifestaram-se em Lisboa por aumentos salariais na administração pública, após a não resposta do Ministério das Finanças às reivindicações da Frente Comum.
- A Frente Comum exige um aumento de cerca de 15% nos salários, com um mínimo de 150 euros, e acusa o Governo de manter uma política de empobrecimento.
- A manifestação decorreu da Praça da Figueira até ao Ministério das Finanças; se não houver resposta, os organizadores dizem que vão avançar para greves setoriais da administração pública.
- A CGTP participou, com o secretário-geral a sublinhar a necessidade de estar junto dos trabalhadores e da concertação social.
- Foi feito um paralelismo com a manifestação dos trabalhadores da Lusa, criticando decisões que, na visão dos sindicatos, colocam em causa a independência editorial e a negociação com as estruturas sindicais.
Cerca de 500 pessoas manifestaram-se em Lisboa para exigir aumentos salariais na administração pública, após a ausência de resposta do Ministério das Finanças às reivindicações da Frente Comum. O protesto decorreu numa sexta-feira, numa marcha que começou na Praça da Figueira e terminou junto ao Ministério das Finanças.
A Frente Comum mantém o pedido de aumento na ordem dos 15%, com um mínimo de 150 euros, argumentando que o Governo tem promovido uma política de empobrecimento com os aumentos já efetuados. O coordenador da Frente Comum responsabiliza o ministro das Finanças pela falta de resposta às negociações iniciadas no dia 14 de janeiro.
A marcha contou com a participação de trabalhadores da administração pública e de apoiantes, que exibiam faixas a defender melhores condições de trabalho e de serviço às populações. Na entrega de um protesto anterior, a Frente Comum pediu uma negociação intercalares, sem que tenha havido retorno até ao momento.
CGTP junta-se à manifestação
A CGTP esteve presente, com o secretário-geral Tiago Oliveira a acompanhar os trabalhadores. O dirigente validou a presença da central na mobilização, sublinhando a falta de resposta do Governo a problemas históricos enfrentados pelos trabalhadores.
Tiago Oliveira traçou um paralelo com mobilizações recentes de outros sectores, criticando a gestão governamental que, segundo a CGTP, tem colocado em causa a independência de meios como a imprensa pública e tem ausentado a concertação social de parte das estruturas sindicais, nomeadamente a CGTP.
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