- A Glovo anunciou aos sindicatos um despedimento coletivo que pode afetar até 750 motoristas e estafetas em 60 cidades de Espanha.
- O plano surge menos de um ano após a transição para um modelo assalariado, após pressão do Governo e tribunais para abandonar contratos independentes.
- Em julho do ano passado, a força de trabalho de motoristas e estafetas assalariados em Espanha era de cerca de 14 mil pessoas.
- A Glovo diz que terá de reduzir serviços em mais de 60 localidades para evitar encerramento; noutras cidades (mais de 800 em Espanha) as operações mantêm-se normais.
- Em Portugal, as plataformas continuam sem assalariados; a Uber assinou, em novembro, um acordo com o SINDEL para um modelo de trabalho com proteções específicas, válido por dois anos.
A Glovo informou aos sindicatos, na quarta-feira, a intenção de realizar um despedimento coletivo que pode envolver até 750 motoristas e estafetas em 60 cidades de Espanha. O anúncio surge menos de um ano depois de a empresa ter concluído a transição para um modelo assalariado. A medida visa reduzir serviços em várias localidades.
A empresa explicou que, para evitar o encerramento, é necessário reduzir operações em mais de 60 localidades das províncias espanholas, mantendo funcionamento normal nas restantes cidades, que somam mais de 800 no país. Em julho do ano passado, a força de trabalho com contrato assalariado era de cerca de 14 mil pessoas.
O sindicato CCOO reagiu, afirmando que o processo pode ser disfarçado como redução de pessoal e já anunciou que vai apresentar uma queixa formal. A instituição sustenta que os despedimentos recentes ultrapassam 30 casos nos últimos 90 dias e exigem abertura de um processo coletivo.
Contexto social em Portugal
Em Portugal, plataformas de transporte eletrónico não utilizam motoristas com contrato assinado de forma estável. A Uber, porém, assinou, em novembro, um acordo com o SINDEL que estabelece um modelo de trabalho com proteções específicas, mantendo a flexibilidade dos profissionais. O memorando tem validade de dois anos e entrou em vigor em janeiro.
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