- Alguns sindicatos de motoristas ainda não fecharam o Contrato Coletivo de Trabalho no setor do transporte rodoviário de mercadorias, mantendo o processo negocial em curso.
- Os sindicatos Simmper, SNMOT, STRUN e SIMM afirmaram que as associações patronais Antram e ANTP ainda não chegaram a acordo, apesar de estas terem assinado com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) e com o Strup.
- A contraproposta conjunta visa estabelecer limites máximos de tempo de trabalho e proíbe ultrapassá-los, mesmo com compensação financeira.
- Propõem também rever rubricas pecuniárias para apoiar as despesas de trabalhadores deslocados, considerando o aumento do custo de vida.
- Reiteram que o processo negocial está em curso e que pretendem salvaguardar os direitos dos trabalhadores do setor.
Alguns sindicatos dos motoristas ainda não chegou a acordo com as associações patronais no processo negocial do Contrato Coletivo de Trabalho do setor do transporte rodoviário de mercadorias. O comunicado foi emitido pelos sindicatos envolvidos, que permanecem em negociação.
Os sindicatos que continuam em linha de negociação são o Simmper, o SNMOT, o STRUN e o SIMM. Refere-se a uma posição contrária ao que já foi assinado pelas associações patronais com outras entidades setoriais. As partes acusam uma desconexão entre a prática atual e o que já foi acordado noutras frentes.
Segundo os sindicatos, as associações patronais — a Antram e a ANTP — já assinaram acordos com a Fectrans e o Strup. Contudo, o grupo de sindicatos mantém o processo negocial em curso, destacando a relevância da representação dos trabalhadores móveis.
Motivos da contraproposta e próximos passos
Os sindicatos argumentam que aceitar o acordo vigente legitimaria práticas abusivas, com motoristas a permanecer ao serviço por longos períodos diários, até 15 horas. Consideram ainda que a proposta atual discrimina os motoristas face a outras profissões do setor, onde se mantém o regime de 40 horas semanais.
Em resposta, apresentaram uma contraproposta conjunta à Antram e à ANTP. Propõem fixar, de forma inequívoca, limites máximos de tempo de trabalho, sem exceções, independentemente de compensação financeira. Também preconizam a revisão de rubricas pecuniárias para trabalhadores deslocados, alegando insuficiência das propostas atuais face ao custo de vida.
A contraproposta visa manter um processo de negociação coletiva verdadeiro e salvaguardar os direitos dos trabalhadores do setor. As partes afirmam que a negociação continua e que existem entendimentos em curso para chegar a um acordo que contemple as especificidades dos motoristas.
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