- Após o término das negociações do pacote laboral pelos patrões, o Presidente António José Seguro apelou aos sindicatos, aos patrões e ao Governo para retomarem o diálogo.
- A CCP e a UGT já responderam positivamente e mostram disponibilidade para continuar as negociações; as restantes confederações ainda não avançaram posição definitiva.
- O Governo indicou que há uma posição de intransigência por parte da UGT, mas que vão continuar os esforços para chegar a um acordo; o ministro da Economia reiterou que, se não houver acordo, não é por falta de vontade do Governo.
- Seguro pediu que representantes dos trabalhadores, empresários e Governo voltem a sentar-se rapidamente para buscar uma solução que passe por um acordo equilibrado entre as partes.
- A CCP afirmou abertura para responder ao apelo, desde que as outras partes também estejam interessadas; a UGT garante que está sempre disponível para negociar.
António José Seguro convidou hoje, após a tomada de posse, os parceiros sociais e o Governo a retomarem o diálogo sobre o pacote laboral, procurando um acordo equilibrado entre as partes. A recomendação surge dias depois de as confederações patronais terminarem as negociações, em resposta à posição da UGT.
A CCP e a UGT responderam positivamente ao apelo de Seguro, estando disponíveis para prosseguir as negociações. Na prática, o movimento ocorre num contexto de crise de aproximação entre patronais e sindicalistas, com o Governo a manter a aparência de vontade de acordo.
Na segunda-feira, as confederações encerraram as negociações no Ministério do Trabalho, após a UGT considerar os pontos discutidos insuficientes para assinatura. O Governo indicou persistência de esforços para chegar a um acordo, apesar da divergência entre as partes.
Resposta das confederações
A CCP afirmou abertura para responder ao apelo do Presidente, caso as demais partes também demonstrem interesse. João Vieira Lopes, presidente da CCP, afirma que a disponibilidade depende de uma posição conjunta.
A UGT reiterou que continua disponível para negociar e que não abandonou o processo negocial. A central lembra que o Governo também tem interesse em chegar a um acordo.
Posição do Governo e próximos passos
O Governo, através de uma fonte oficial, indica que a intransigência não explica a falta de acordo, sublinhando que há vontade de chegar a um entendimento. O ministro da Economia, Castro Almeida, reforçou esse ponto, assegurando que o Governo pretende o acordo.
Seguro afirmou, durante uma visita, que é essencial encontrar um equilíbrio entre trabalhadores, empresários e Governo. O Presidente destacou que o país precisa de uma solução estável na legislação laboral.
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