Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaispessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pacote laboral sem acordo na concertação segue para o Parlamento

Governo avança para o Parlamento com o pacote laboral após falha na concertação; cedeções ao Chega podem emergir, num cenário de pressão entre parceiros sociais

Greve geral contra proposta de reforma laboral do governo português, Lisboa, quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
0:00
Carregando...
0:00
  • Após sete meses de negociações, governo e parceiros sociais não chegaram a acordo sobre a reforma laboral, com ameaça de levar o diploma ao Parlamento.
  • O Governo pode apresentar a lei ao Parlamento, mas, para conseguir aprovação, precisa de cedências ao Chega, partido que já fez galgar condições para apoiar medidas.
  • António José Seguro, Presidente da República eleito, já tinha prometido veto a soluções sem consenso em concertação social, fortalecendo a pressão para acordo entre partes.
  • A UGT não tornou o caminho fácil, apontando inflexibilidade de traves mestras do Governo; a CIP indicou que a responsabilidade é da UGT pela falta de acordo.
  • O ministro da Trabalho e restante governo devem decidir se retomam negociações ou avançam com a legislação no Parlamento, enquanto o Chega já sinaliza condições para apoio.

Após sete meses de negociações e uma greve geral que não ocorria desde 2013, Governo e parceiros sociais não chegaram a um acordo sobre a reforma laboral. A essência do pacote poderá seguir para o Parlamento, com espaço para cedências ao Chega.

Na prática, a ministra do Trabalho pode apresentar o diploma no Parlamento, mas apenas se houver cedências visíveis ao Chega. O Presidente da República, António José Seguro, já avisou que vetará qualquer solução sem consenso na concertação social.

A UGT aponta insucessos na flexibilidade das propostas do Governo, enquanto a CIP acusa a UGT de falta de vontade de acordo. Governo, patrões e sindicalistas distriam o rumo, com discursos de que tudo foi tentado nas últimas semanas.

Pode haver luz verde no parlamento?

A matemática parlamentar indica que o Governo precisa do apoio do Chega para aprovar alterações ao Código do Trabalho, o que envolve concessões às linhas vermelhas do partido de André Ventura. O Chega condiciona mudanças em despedimentos, outsourcing e teletrabalho.

Ventura já indicou que votaria a favor se houver alterações relevantes para frear alterações em direitos de trabalhadores e condições de trabalho. O Governo, por sua vez, não deve ceder em pontos centrais para manter equilíbrio político.

O PS reiterou, em tom firme, que as propostas do pacote laboral não terão apoio no parlamento caso não se respeite o conteúdo acordado entre parceiros sociais. As autoridades esperam encontrar uma via que minimize impactos políticos e sociais.

O ministro da Administração Interna, Luís Montenegro, sinalizou possível aproximação ao PS, mas a direção socialista mantém posição de rejeitar mudanças que revertam políticas conhecidas. A limites, o diálogo permanece como opção para evitar custos políticos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais