- A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a CGTP “auto afastou-se” das negociações da reforma laboral, ao contrário da UGT.
- A CGTP convocou um protesto hoje, com trabalhadores de norte a sul, para entregar um abaixo-assinado a pedir a retirada do pacote laboral.
- O Governo garantiu estar disponível para ouvir as preocupações, e a reunião da concertação social foi adiada a pedido de alguns parceiros.
- O adiamento também se justifica pela atenção às eleições presidenciais e pela continuidade de reuniões bilaterais entre as partes.
- A proposta “Trabalho XXI”, apresentada a 24 de julho de 2025, tem sido rejeitada pelas centrais sindicais, mas acolhida por confederações empresariais, com pontos que vão desde a parentalidade até despedimentos e serviços mínimos.
A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a CGTP se auto afastou das negociações da reforma laboral, ao contrário da UGT. A posição surge no dia em que a CGTP convocou uma manifestação a nível nacional para esta tarde, com entrega de um abaixo-assinado em Lisboa.
A governante pediu tempo para perceber o que a CGTP pretende, acrescentando que, até ao momento, a CGTP não apresentou propostas e optou pelo afastamento das negociações da chamada reforma Trabalho XXI. O Governo mantém a disponibilidade para ouvir as partes envolvidas.
O Governo designa a reunião da concertação social como próxima, após ter sido adiada a pedido de alguns parceiros sociais, com o objetivo de evitar o agendamento num período de eleições e de outras atenções públicas.
Protestos e posição sindical
A CGTP anunciou protestos que mobilizam trabalhadores de norte a sul, com concentração e a apresentação de uma petição contra o pacote laboral, apresentado em 24 de julho de 2025. A medida é apresentada pelas centrais sindicais como uma contestação aos termos do projeto.
Por outro lado, as confederações empresariais agradeceram o debate e reconhecem pontos a melhorar na reforma, mantendo, contudo, uma posição aberta à melhoria das propostas governamentais. O Governo sustenta que o conjunto de medidas abrange áreas como parentalidade, despedimentos e serviços mínimos.
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