- Quatro autores — Chamsidine Faridouni, Dalerdjon Mirzoiev, Makhammadsobir Faizov e Saidakrami Ratchabolizoda — e 11 cúmplices, todos cidadãos do Tajiquistão, receberam prisão perpétua, conforme pedido pelo Ministério Público russo.
- O ataque, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, aconteceu a 22 de março de 2024 no Crocus City Hall, em Moscovo, causando 150 mortos e mais de 600 feridos.
- Durante a leitura da sentença, vários arguidos surgiram de cabeça baixa numa cela de vidro, sob guarda das forças de segurança.
- A Presidência russa apontou Kiev como responsável, mas as autoridades ucranianas negam qualquer envolvimento e não apresentaram provas.
- A Rússia tem endurecido leis de imigração e o discurso anti-imigração, alimentando tensões com países da Ásia Central onde vivem muitos trabalhadores.
Os quatro autores, todos cidadãos do Tajiquistão, e 11 cúmplices foram condenados à prisão perpétua pelo ataque de Moscovo de 22 de março de 2024, reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). A sentença foi lida no tribunal da capital russa, com a leitura acompanhada pela agência AFP.
Durante o momento da leitura, alguns arguidos permaneceram de cabeça baixa, isolados numa cela de vidro sob vigilância das forças de segurança. O tribunal confirmou a decisão conforme o pedido do Ministério Público russo.
O atentado ocorreu no Crocus City Hall, antes de um concerto de música rock, resultando em 150 mortos e mais de 600 feridos, incluindo crianças. Foi considerado o ataque mais letal na Rússia em quase 20 anos.
Contexto político e legal
A Presidência russa acusou Kiev de estar por trás do ataque, alegação que não foi comprovada. Autoridades ucranianas negaram qualquer envolvimento. A Rússia tem vindo a endurecer leis e retórica anti-imigração, num cenário de tensões com a Ásia Central, onde vivem diversos cidadãos.
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