- Famílias das 17 vítimas pedem ao primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, a criação de uma comissão federal para investigar o aumento do antissemitismo e falhas na aplicação da lei e na inteligência.
- O ataque aconteceu a 14 de dezembro na festa de Hanukkah na praia de Bondi, na Nova Gales do Sul, levado a cabo por Sajid Akram, 50 anos, e pelo filho Naveed Akram.
- Albanese ainda não respondeu ao pedido; disse, recentemente, que uma comissão regional no estado seria suficiente.
- O governo de Nova Gales do Sul aprovou leis de armas consideradas as mais rigorosas do país, incluindo a proibição de símbolos terroristas.
- O governo federal anunciou reformas sobre detenção de armas e discurso de ódio, além de uma grande recompra de armas de fogo, a maior desde 1996.
A família das 17 vítimas do ataque na praia de Bondi pediu ao primeiro-ministro Anthony Albanese que crie uma comissão federal para investigar o aumento do antissemitismo na Austrália. O pedido foi feito dois dias após o ataque de Hanukkah em Bondi, nos arredores de Sydney.
Sajid Akram, 50 anos, e o filho Naveed Akram, de 24, são identificados como autores do tiroteio que ocorreu a 14 de dezembro durante uma festa judaica na praia. As famílias defendem a avaliação de falhas na aplicação da lei, nos serviços de inteligência e nas políticas públicas.
A carta, assinada por 17 famílias, afirma que o antissemitismo é uma crise nacional e requer respostas, responsabilidade e transparência. Albanese ainda não respondeu ao pedido de comissão federal, mantendo a possibilidade de uma comissão regional em NSW.
Comissão federal pedida
A imprensa cita que comissões federais são órgãos de inquérito de alto nível com poderes amplos. O pedido acusa falhas sistémicas que contribuíram para o massacre em Bondi e pede uma análise abrangente do tema.
Medidas e reformas anunciadas
Na última semana, NSW apresentou leis de armas consideradas entre as mais rigorosas do país, além da proibição de símbolos terroristas. O governo federal também indicou reformas sobre armas, discurso de ódio e revisão de serviços de polícia e inteligência.
O governo também confirmou a intenção de avançar com o programa de recompra de armas em circulação, considerado a maior operação desde 1996, ano em que houve reforço regulatório após o ataque de Port Arthur.
Entre na conversa da comunidade