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Adolescente ucraniana condenada a cinco anos por espionagem a favor da Rússia

Jovem ucraniana condenada a cinco anos por entregar informações militares a um agente russo via Telegram; liberdade condicional por dois anos

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A adolescente filmou vários vídeos da Academia Nacional Bohdan Khmelnytskyi do Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia
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  • Adolescente ucraniana foi condenada a cinco anos de prisão por fornecer informações sobre instalações militares a um agente russo, em troca de dinheiro.
  • O tribunal da província de Khmelnytskyi determinou liberdade condicional de dois anos, com obrigatoriedade de se apresentar às autoridades e comunicar mudanças de residência, estudo ou trabalho.
  • A jovem terá de cumprir a liberdade condicional sem sair do país sem autorização e manter o cumprimento de todas as obrigações impostas.
  • Segundo a acusação, enviou ao oficial russo dados sobre locais militares via Telegram, incluindo vídeos de instalações e de uma estação ferroviária usada por equipamento militar.
  • O caso insere-se numa série de relatos de recrutamento de menores por parte da Rússia através de aplicações como Telegram e TikTok, para espionagem ou atos de sabotagem contra a Ucrânia e aliados.

Uma adolescente ucraniana foi condenada a cinco anos de prisão por ter fornecido dados sobre instalações militares a um agente russo, em troca de dinheiro. A decisão foi anunciada pelo tribunal da província de Khmelnitskyi.

A jovem, ainda no ensino secundário e com idade entre 16 e 17 anos, não cumprirá pena efetiva e ficará em liberdade condicional. O acordo com o Ministério Público prevê vigilância por dois anos.

Segundo o veredicto, a estudante enviou ao oficial russo informações sobre locais militares via Telegram, incluindo vídeos da Academia Nacional Bohdan Khmelnytskyi e de uma instalação militar na região, bem como de uma estação ferroviária.

Graças ao acordo, a jovem deverá apresentar-se regularmente às autoridades e comunicar mudanças de residência, estudo ou trabalho. Não pode abandonar o país sem autorização.

Este caso insere-se num conjunto de episódios reportados recentemente sobre o uso de Telegram e TikTok pela Rússia para recrutar menores ucranianos. Fontes indicam recrutamento para espionagem ou sabotagem mediante tarefas diversas.

Contexto e exemplos

A France 24 informou, em Abril, a detenção de uma jovem de 19 anos por fabricar e colocar um engenho numa e-scooter doada ao exército ucraniano. Em Outubro, a polícia polaca deteve um refugiado de 16 anos suspeito de recrutamento remoto para ataques.

As autoridades ucranianas destacam o fenómeno e deram publicamente um alerta a jovens para não participarem em atividades de espionagem. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) indicou que, nos últimos dois anos, cerca de 800 ucranianos foram recrutados pela Rússia, com quase 240 menores.

Diversos casos envolvem menores aliciados por agentes russos sob pseudónimos para recolha de informações, ou para executar ações como ataques ou sabotagem, com promessas de pagamento. Em alguns casos, as missões são apresentadas como jogos.

No caso recente de Kiev, as autoridades destacam que o uso de plataformas populares entre jovens facilita a infiltração e que os devidos mecanismos legais podem aplicar-se com rigor para punir quem coopta menores.

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