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Mais de 150 corpos não identificados foram sepultados na Venezuela

Mais de cento e cinquenta corpos não identificados foram sepultados em La Guaira, enquanto se agravam riscos sanitários e aumenta o número de desalojados

Sismos já causaram pelo menos 3342 mortos
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  • Mais de 150 corpos não identificados de vítimas dos sismos na Venezuela foram enterrados num cemitério em La Guaira, sendo 159 não identificados distribuídos por duas secções distintas.
  • Simultaneamente, 95 pessoas identificadas foram sepultadas numa zona isolada do cemitério de La Esperanza.
  • Os sismos, de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, ocorreram a 24 de junho e já deixaram pelo menos 3.342 mortos e 16.740 feridos, segundo o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.
  • Entre as vítimas contam-se pelo menos 95 portugueses e lusodescendentes, sendo 17 crianças e 78 adultos, de acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros.
  • Existem mais de 17.000 desalojados em 79 acampamentos e mais de 31.000 pessoas continuam desaparecidas ou incontactáveis, conforme autoridades.

Mais de 150 corpos não identificados de vítimas dos terramotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho foram sepultados numa fila de sepulturas no cemitério de La Guaira. A informação foi reportada por jornalistas da AFP.

Segundo a agência, 159 pessoas ainda não identificadas foram enterradas em duas longas secções do cemitério. Ao mesmo tempo, 95 corpos já identificados foram sepultados na zona mais isolada do cemitério de La Esperanza.

Coveiros usam escavadoras para abrir valas e acomodar novos restos mortais, à medida que chegam mais confirmações de falecimentos. As manobras decorrem num quadro de grande aflição local.

Desdobramentos e alertas de saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu, na terça-feira, para o risco de propagação de doenças como sarampo, dengue, febre-amarela e malária, face ao estado dos locais atingidos.

Os sismos registados na área de Caracas, de magnitude 7,5 e 7,2, deixaram pelo menos 3.342 mortos e 16.740 feridos, segundo o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Entre as vítimas, há pelo menos 95 cidadãos portugueses e lusodescendentes, com 58 ainda desaparecidos ou incontactáveis. O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma que 95 mortos já identificados incluem 17 crianças.

Até ao momento, registam-se cerca de 17.000 desalojados, distribuídos por 79 acampamentos temporários, e mais de 31.000 pessoas continuam desaparecidas ou incontactáveis.

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