- Dois sismos atingiram a Venezuela na quarta-feira, com magnitudes de 7,2 e 7,5, respetivamente.
- O USGS estima 42% de probabilidade de entre 10 mil e 100 mil mortes, 33% de entre mil e 10 mil, e 17% de mais de 100 mil mortes.
- A contagem oficial é de 32 mortos e mais de 700 feridos, segundo a presidente em exercício, Delcy Rodríguez.
- O USGS analisa fatores como densidade populacional e características dos edifícios para as estimativas, destacando estruturas vulneráveis em áreas urbanas.
- As perdas económicas podem oscilar entre 1% e 7% do PIB da Venezuela, com La Guaira como a zona mais afetada.
Entre os dois sismos que abalaram a Venezuela na quarta-feira, registaram magnitudes de 7,2 e 7,5, respetivamente. O abalo mais intenso ocorreu ao início do dia, provocando danos na região costeira e tendo origem em zonas próximas de La Guaira, junto a Caracas. O país declarou estado de alerta e iniciou avaliações rápidas.
O US Geological Survey (USGS) lançou as estimativas de vítimas com base em densidade populacional e nas características dos edifícios da zona afetada. A probabilidade de mortes entre 10 mil e 100 mil situa-se em 42%, com 33% de probabilidade de entre 1 mil e 10 mil, e 17% acima de 100 mil.
Até ao momento, a presidência interina da Venezuela atualizou o número oficial de mortos em 32, com mais de 700 feridos. As autoridades destacam que a contagem pode aumentar à medida que as operações de buscas avançam e o acesso às áreas afetadas é reestabelecido.
Impacto regional
A região costeira de La Guaira foi a mais afetada, com dezenas de edifícios danificados e interrupções em infraestruturas. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, descreveu a zona como uma área de catástrofe e deslocou equipas de resposta para apoiar as evacuações e avaliações.
Segundo o USGS, as perdas económicas podem variar entre 1% e 7% do PIB da Venezuela, dependendo da extensão dos estragos e da resposta de recuperação. Diversas comunidades afastadas também relatam dificuldades de acesso a serviços básicos.
As autoridades locais continuam a coordenar operações de buscas, assistência médica e apoio humanitário. O foco está na avaliação de danos, na garantia de abrigo imediato e na recuperação de infraestruturas críticas.
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