- França registou quarenta mortes por afogamento desde 18 de junho, com temperaturas a chegar a cerca de 43 °C em várias regiões e 54 departamentos em alerta vermelho.
- A onda de calor abriu perturbações em transportes e afectou escolas em várias partes da Europa, incluindo Reino Unido, Itália e Espanha.
- A França viu a tarde e a noite mais quentes desde o início dos registos, enquanto o rio pode chegar a 28 °C e a central nuclear de Golfech foi desligada por não conseguir arrefecer os reactores.
- Na linha ferroviária Paris-Bruxelas, alguns serviços foram cancelados; em Inglaterra, as autoridades alertaram para atrasos e restrições de velocidade por causa do calor extremo.
- Em Espanha, Madrid abriu abrigos climáticos para população vulnerável; a meteorologia indica alertas vermelhos em várias regiões, com temperaturas que podem chegar aos 44 °C.
A França vive uma vaga de calor recorde que se estende pela Europa, com temperaturas acima de 40°C. Quarenta especialistas morreram nos últimos dias ao tentarem refrescar-se, informou o primeiro-ministro francês. O extremo calor também afeta transportes e o funcionamento de serviços.
A vaga de calor concentra-se principalmente em França, onde a temperatura prevista ronda os 40°C e pode chegar aos 43°C em algumas regiões. A Météo-France classificou grande parte do território em alerta vermelho, descrevendo a situação como sem precedentes desde 1947.
O calor provoca perturbações: escolas e debatedores debatem o impacto económico, e alguns comboios entre Paris e Bruxelas foram cancelados devido às condições de temperatura.
Em França e impactos imediatos
Natação em zonas não autorizadas preocupa autoridades. A ministra do Desporto, Marina Ferrari, pediu cautela com a prática de nadar em canais e rios. A propagação de afogamentos foi divulgada pelo governo durante uma reunião de emergência.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu confirmou que, desde 18 de junho, 40 pessoas perderam a vida por afogamento, a maioria jovens. Em Carpentras, dois jovens de 2 e 4 anos morreram após ficarem inconscientes no carro, segundo informações de um procurador.
Contexto europeu e resposta
A Europa regista temperaturas extremas, com Reino Unido, Itália, Espanha e Bélgica também afetados. O Ocidente enfrenta um bloqueio Omega, que sustenta massas de ar quente sobre a região, elevando as temperaturas e contribuindo para tempestades.
Na Itália, o Ministério da Saúde elevou o alerta para 15 cidades; autoridades limitaram atividades profissionais. Esperam-se tempestades com chuva forte, ventos e granizo em áreas alpinas e apeninas.
Modelos climáticos e resposta pública
A Agência Meteorológica Mundial aponta que a Europa aquece a cerca de o dobro da média global, aumentando a frequência de ondas de calor prolongadas. Em França, a central nuclear Golfech foi desligada temporariamente por falhas no arrefecimento.
Madrid abriu abrigos climáticos para pessoas vulneráveis, oferecendo climatização, alimentação e banho. Em Bruxelas, uma escola transferiu exames finais para uma igreja devido ao calor extremo.
Mobilidade e atividades econômicas
Na Grã-Bretanha e outros países, o calor afeta transportes públicos e a circulação de passageiros. A Network Rail recomendou viagens apenas quando estritamente necessárias. Em Paris, lojas registaram aumento de demanda por arrefecimento.
O executivo francês indicou que a economia também sente os impactos, com atividade empresarial a abrandar, e empresas buscando proteger colaboradores contra o calor extremo.
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