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MAI desencoraja balões de São João por temperaturas elevadas

Com temperaturas entre trinta e quarenta graus, o Governo reforça a vigilância e desencoraja balões de mecha acesa para evitar incêndios rurais

Ministro desaconselha queimadas, utilização de algumas máquinas e fogo festivo, nomeadamente os tradicionais balões do São João
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  • O Serviço Nacional de Administração Interna pediu evitar comportamentos de risco de incêndio, incluindo o lançamento de balões de mecha acesa, devido às temperaturas elevadas previstas para os próximos dias.
  • As previsões apontam temperaturas entre trinta e quarenta graus, com humidade baixa, ventos fortes e possibilidade de trovoadas secas, sobretudo no interior e no Alentejo.
  • O Governo pode tomar decisões gravosas caso o aviso de perigo de incêndio rural (PIR) seja confirmado, através de despacho interministerial.
  • A vigilância das zonas afetadas pela tempestade Kristin foi reforçada, com participação das Forças Armadas e ativação de um Centro de Operações Permanente na Base Aérea n.º 5, em Vila Real.
  • Estão em prontidão várias aeronaves e drones para patrulha, reconhecimento e monitorização de áreas críticas, e o ministro advertiu que não haverá falta de verbas para combate aos incêndios.

Entre as maiores ameaças está a prevenção de incêndios devido às temperaturas previstas. O Governo apelou a evitar comportamentos de risco, sobretudo o lançamento de balões com mecha acesa durante as festas de São João, na próxima semana.

O ministro Luís Neves assegurou que os próximos dias podem trazer condições climáticas severas, com temperaturas entre 30 e 40 graus, baixa humidade e ventos de até 40 km/h. O PIR será definido nos próximos dias para decidir medidas interministeriais.

Foi enfatizado que não devem usar-se roçadoras, queimadas ou fogos-de-artifício em festas populares. A indicação é para evitar qualquer instrumento que ponha em risco pessoas e património, com vigilância ativa da população e denúncia de comportamentos de risco.

Reforço da vigilância na zona afectada pela tempestade Kristin

O MAI e o MDN anunciaram o reforço da vigilância aérea na área de actuação do CIPO, na zona centro, dada a previsão de agravamento das condições meteorológicas. O foco incide nos 26 concelhos mais afectados pela tempestade Kristin.

A decisão inclui a activação de um Centro de Operações Permanente na Base Aérea nº 5, em Vila Real, com apoio das Forças Armadas. Mantêm-se várias aeronaves em prontidão: avião P-3 CUP+, C-295M, helicóptero UH-60L e drones para monitorização.

O ministro recordou que já foram detidas mais de 120 pessoas por incêndios causados no país este ano, dois terços por negligência, e que no ano passado foram 155 detenções. Reforçou instruções ao CIPO para agir caso as condições se agravem.

O Governo garantiu que não haverá falta de verbas para o combate aos fogos durante o verão, e pediu preparação da população para temperaturas elevadas. Foi anunciada ainda uma preparação para acolhimento de pessoas vulneráveis em caso extremo de calor.

Medidas de saúde e preparação

Na esfera da saúde, prevê-se um aumento da mortalidade ligado ao calor extremo. As autoridades enfatizam a necessidade de proteção de idosos e de grupos vulneráveis, com espaços preparados para acolher quem não tem habitação adequada.

Luís Neves participou numa reunião extraordinária do CCON, integrada pela ANEPC, em Carnaxide, para coordenar operações de protecção e socorro com vista a responder a possíveis condições críticas.

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