- Um sismo de magnitude 7,8, com epicentro a sul de Sarangani, deixou 46 mortos e 38 desaparecidos, segundo autoridades filipinas.
- O abalo feriu pelo menos 688 pessoas e desalojou mais de 45.000, com cerca de metade ainda em abrigos de emergência; mais de 12.600 casas ficaram danificadas.
- Exercícios de preparação para catástrofes e informação prévia ajudaram a reduzir vítimas, especialmente por evitar estampidas mortais.
- O sismo ocorreu às 7h37, pouco antes do regresso às atividades e aulas, o que, segundo especialistas, contribuiu para evitar piores consequências.
- Diretores escolares e autoridades destacaram a necessidade de cumprir normas de construção e de manter equipas de resposta a catástrofes para lidar com eventos similares.
A forte sismicidade de 7,8 na manhã de segunda-feira, com epicentro ao largo de Sarangani, nas Filipinas, causou 46 mortos e 38 desaparecidos. O abalo deixou mais de 12 mil casas danificadas e desalojou cerca de 45 mil pessoas, que procuram abrigo.
Autoridades indicam que dezenas de milhares estão em abrigos de emergência. O tremor feriu pelo menos 688 pessoas, gerando um esforço maciço de resposta em várias regiões, entre elas General Santos e Malita, na ilha de Mindanao.
A preparação para catástrofes, já realizada há anos, é apontada como fator que ajudou a reduzir vítimas, apesar da magnitude do abalo. O trabalho e as aulas começaram pouco depois das 7h37 locais, o que facilitou evacuações ordenadas.
Preparação e resposta
Teresito Bacolcol, do Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, afirmou que os exercícios contribuíram para a antecipação de medidas de proteção e para evitar situações de estampido. A prática foi promovida junto de escolas e comunidades.
Ednar Dayanghirang, diretor regional do Gabinete de Defesa Civil, disse que os cursos de gestão de incidentes para diretores de escola, e a nomeação de equipas de resposta entre docentes, reduziram riscos. Ouviu-se, de forma geral, o efeito positivo dessas ações.
As autoridades destacam ainda a necessidade de cumprir códigos de construção. Alguns edifícios desabaram ou sofreram danos, levantando dúvidas sobre a resistência estrutural em zonas com histórico sísmico. O foco é reforçar construções críticas.
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