O fenómeno El Niño pode vir a ser um dos mais fortes já registados, segundo o climatólogo Ricardo Trigo. Em Portugal, o principal perigo não está no próprio El Niño, mas nos incêndios que podem acrescer à gravidade das autoridades.
Modelos climáticos convergem para um El Niño forte no Pacífico, com efeitos globais previsíveis. A temperatura oceânica superior domina o fenómeno, enquanto a atmosfera acompanha, com impactos potencialmente extensos no clima mundial.
Apesar de o El Niño poder afetar várias regiões, Portugal não deverá sentir impactos diretos desse fenómeno. A memória aponta mais para riscos de calor extremo e incêndios ligados ao aquecimento global do que a efeitos climáticos diretos de El Niño.
Perspetivas do El Niño
Os modelos dividem-se quanto à intensidade exata, variando entre forte e muito forte. O Centro Europeu de Previsão de Tempo a Médio Prazo (ECMWF) é apontado como referência em previsões de qualidade, especialmente para a região central do Pacífico.
Olhando para o Outono e o Inverno de 2026-2027, as projeções indicam valores elevados no Pacífico central, com impacto esperado na precipitação em várias zonas do globo, incluindo secas na Indonésia e maior chuva em outras regiões.
Impactos para Portugal
O risco principal para Portugal continua a ser a severidade dos incêndios, agravada por um inverno de tempestades no início de 2026. Mesmo sem efeitos diretos de El Niño, as alterações climáticas elevam a probabilidade de episódios extremos.
Entre na conversa da comunidade