- Há indicação de um El Niño forte em 2026, potencialmente um dos mais significativos das últimas décadas, com massas de água muito quentes a deslocar-se pelo Pacífico.
- Modelos apontam para um El Niño entre forte e muito forte, com previsões mais confiáveis na zona central do Pacífico, e previsões antecipadas para o Outono/Inverno.
- Impactos globais esperados: menos chuva na Índia e seca na Amazónia; mais precipitação na Califórnia, Sul do Brasil e na Indonésia; Austrália mais quente e seca.
- Em Portugal, o maior risco associado não resulta do El Niño, mas sim do aumento de incêndios e de temperaturas extremas, agravados pela alteração climática.
- O Centro Europeu de Previsão de Tempo a Médio Prazo (ECMWF) é considerado a fonte com maior qualidade de previsão, embora haja variações entre regiões do Pacífico e entre modelos.
O fenómeno El Niño pode vir a ser um dos mais fortes já registados, segundo o climatólogo Ricardo Trigo. Em Portugal, o principal perigo não está no próprio El Niño, mas nos incêndios que podem acrescer à gravidade das autoridades.
Modelos climáticos convergem para um El Niño forte no Pacífico, com efeitos globais previsíveis. A temperatura oceânica superior domina o fenómeno, enquanto a atmosfera acompanha, com impactos potencialmente extensos no clima mundial.
Apesar de o El Niño poder afetar várias regiões, Portugal não deverá sentir impactos diretos desse fenómeno. A memória aponta mais para riscos de calor extremo e incêndios ligados ao aquecimento global do que a efeitos climáticos diretos de El Niño.
Perspetivas do El Niño
Os modelos dividem-se quanto à intensidade exata, variando entre forte e muito forte. O Centro Europeu de Previsão de Tempo a Médio Prazo (ECMWF) é apontado como referência em previsões de qualidade, especialmente para a região central do Pacífico.
Olhando para o Outono e o Inverno de 2026-2027, as projeções indicam valores elevados no Pacífico central, com impacto esperado na precipitação em várias zonas do globo, incluindo secas na Indonésia e maior chuva em outras regiões.
Impactos para Portugal
O risco principal para Portugal continua a ser a severidade dos incêndios, agravada por um inverno de tempestades no início de 2026. Mesmo sem efeitos diretos de El Niño, as alterações climáticas elevam a probabilidade de episódios extremos.
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