- Chuva de abril e maio está a provocar perdas superiores a 35% nas primeiras variedades de cereja do Fundão.
- Alguns produtores relatam quedas de 70% a 80% face à colheita esperada nesta fase inicial da campanha.
- Os prejuízos estão estimados em mais de sete milhões de euros, quase um terço do rendimento previsto de 25 milhões.
- Os agricultores pedem intervenção do governo e compensação do Ministério da Agricultura para mitigar os impactos.
- O quilo de cereja chega aos consumidores a cinco euros; há a festa da cereja de Alcongosta entre 12 e 14 de junho, numa altura em que se espera normalizar a campanha.
A campanha da cereja do Fundão enfrenta uma quebra de produção causada pela chuva de abril e maio. Nas primeiras variedades, as perdas já ultrapassam 35%, com alguns produtores a apontarem que chegam a 70 a 80% face ao que prevíanam. A estimativa é de quedas significativas na rendibilidade.
Miguel Gavinhos, presidente da câmara do Fundão, refere perdas médias, mas destaca casos extremos de redução de produção. A queda de rendimento pode ultrapassar os 7 milhões de euros, em relação aos 25 milhões que a fileira esperava este ano para produtores e cooperativas.
Os agricultores alertam para impactos graves no pomar e na colheita, com alguns pomares quase sem frutos. A situação leva já a pedidos de intervenção do Governo e de compensações a through o Ministério da Agricultura, para mitigar perdas sem elevar preços para o consumidor.
Nas comunidades locais, a incerteza persiste: há produtores a calcular perdas entre 70% e 80% em parte das explorações, enquanto outros veem quedas maiores ainda. A expectativa é manter a campanha até meados de julho, caso o clima se estabilize.
Enquanto isso, o preço ao consumidor mantém-se em 5 euros por quilo, com produtores a tentar preservar o equilíbrio entre renda e acessibilidade. O Festival da Cereja de Alcongosta, entre 12 e 14 de junho, deverá ocorrer, mas sob circunstâncias desafiantes para a produção.
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