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Japão cria novo nome para dias com temperaturas acima de 40°C

Kokushobi entra nas previsões para dias de calor extremo no Japão, num verão recorde com impactos na saúde e na economia

Uma mulher segura uma ventoinha portátil em Tóquio, na segunda-feira, 23 de julho de 2018, numa altura em que se prevêem temperaturas escaldantes em vastas áreas do Japão e da Coreia do Sul, numa onda de calor prolongada.
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  • O Japão passou a usar Kokushobi para dias em que a temperatura atinge 40°C ou mais nas previsões meteorológicas.
  • Kokushobi significa calor cruel, brutal ou intenso; a palavra foi escolhida por votação pública.
  • Foram 203 mil votos para Kokushobi, em comparação com chōmōshobi, que ficou em segundo lugar.
  • O verão de 2025 é o mais quente desde o início dos registos, com nove dias acima de 40°C e 41,8°C em Isesaki a 5 de agosto.
  • A JMA aponta que o aquecimento das águas e o fenómeno El Niño ajudam a intensificar o calor, com impactos na saúde e na economia.

O Japão criou um novo termo para os dias de calor extremo: Kokushobi. O termo será usado nas previsões meteorológicas para indicar temperaturas iguais ou superiores a 40°C. A escolha foi feita por votação pública, com chōmōshobi a ficar em segundo lugar. A meteorológica japonesa (JMA) apresentou a decisão.

Kokushobi significa calor duro, brutal ou intenso. A decisão foi tomada após a participação de cerca de 203.000 pessoas na sondagem online, que preferiu Kokushobi a outros nomes. Especialistas apoiaram a escolha por ser de fácil compreensão.

A JMA indicou que o termo substitui mōshobi, utilizado desde 2007 para dias com mais de 35°C. A mudança acompanha um verão de temperaturas elevadas, com previsões de calor acima da média para 2025. O novo termo entra em vigor já neste verão.

Verão de calor sem precedentes no Japão. Em 2025, as temperaturas médias nacionais superaram a média em 2,36 °C, o que levou a nove dias com 40°C ou mais entre junho e agosto. A marca recorde de 41,8°C ocorreu em Isesaki a 5 de agosto.

Em 2024, registaram-se quatro dias com 40°C, sendo 41°C a temperatura máxima em Sano. A JMA antecipa um verão mais quente que a média, notando impactos nas atividades ao ar livre, educação e energia. O aquecimento global e águas mais quentes ajudam a manter temperaturas elevadas.

Problemas de saúde e económicos acompanham o calor extremo. Queimaduras solares, golpes de calor e desidratação aparecem com frequência. Economias locais sofrem com interrupções em atividades produtivas e encerramento de escolas em dias de pico térmico.

Japão acompanha tendência global de 2023-2025, anos entre os mais quentes já registados. O relatório Copernicus aponta que o aquecimento é impulsionado por gases de efeito estufa e por temperaturas elevadas do mar, associadas ao El Niño e a variabilidade oceânica.

Governos têm papel na transição para energias limpas, com maior participação de renováveis. Enquanto isso, cidadãos podem reduzir consumos e prosseguir com a instalação de painéis solares para aumentar a independência energética.

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