Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aliança europeia prevê 20.000 aviões verdes na Europa até 2050

AZEA prevê 20.000 aviões verdes na Europa até 2050, com a maioria a propulsionar por eletricidade, hidrogénio ou híbridos; primeiros voos comerciais em menos de cinco anos

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Aliança para a Aviação com Emissões Zero prevê que a Europa tenha vinte mil aviões eléctricos, movidos a hidrogénio e híbridos, até 2050.
  • A projeção foi divulgada em Bruxelas e envolve mais de 200 entidades do setor aeronáutico.
  • A AZEA antecipa que mais da metade dos aviões que entram no mercado europeu nas próximas duas décadas terão propulsão limpa, começando pelos aparelhos de pequeno porte; os primeiros voos comerciais deverão ocorrer num horizonte inferior a cinco anos, com certificação entre oito e dez anos.
  • Entre os membros contam-se Airbus, Rolls-Royce, Safran, EasyJet, Air France-KLM, TUI, Vinci Concessions, Engie, Air Liquide, EASA e Eurocontrol.
  • O plano aponta que, em 2050, a aviação verde exigirá 1,5 milhões de toneladas anuais de hidrogénio renovável e eletricidade equivalente a quatro por cento da produção atual da UE, com financiamento no orçamento europeu de 2028-2034.

A Aliança para a Aviação com Emissões Zero (AZEA) prevê que a Europa tenha até 2050 cerca de 20.000 aeronaves elétricas, movidas a hidrogénio ou de propulsionamento híbrido. A projeção foi apresentada nesta segunda-feira, em Bruxelas, num documento da plataforma europeia de aviação, apoiada pela Comissão Europeia.

Segundo o documento, mais da metade das aeronaves que entrarão no mercado europeu nas próximas duas décadas deverá funcionar com propulsão limpa, com início pelas opções de pequeno porte. A AZEA aponta para voos comerciais num horizonte inferior a cinco anos, ainda que reconheça que a certificação demore entre oito e dez anos.

Entre os membros da AZEA figuram fabricantes como Airbus, Rolls-Royce e Safran, companhias aéreas como EasyJet, Air France-KLM e TUI, gestores de aeroportos como Vinci Concessions, fornecedores de energia como Engie e Air Liquide, e reguladores como a EASA e a Eurocontrol. A associação reúne mais de 200 entidades do setor.

Raúl Medina, diretor-geral da Eurocontrol, destacou a importância de reforçar a independência energética europeia e a competitividade do sistema de aviação face a incertezas geopolíticas. O comissário europeu Andrius Kubilius vinculou o plano à soberania energética, apontando que a eletrificação e o hidrogénio reduzem dependências de regiões como a Rússia e o Irão.

Kubilius afirmou que a Europa tem apenas seis semanas de reservas de combustível de aviação, segundo a Agência Internacional de Energia, e que os aviões elétricos poderão trazer benefícios estratégicos à logística, incluindo aplicações militares. O comissário lembrou que alguns drones já utilizam baterias e que sistemas elétricos geram menos emissões infravermelhadas.

O plano indica que, para 2050, a aviação verde exigirá cerca de 1,5 milhões de toneladas anuais de hidrogénio renovável e eletricidade equivalente a 4% da produção atual da UE, envolvendo financiamento específico no próximo orçamento europeu para 2028-2034, ainda em negociação.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais