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Seca de inverno extrema agrava dificuldades dos agricultores nos EUA

Seca de inverno histórica nos EUA ameaça trigo, gado e a cadeia de abastecimento alimentar, com subida já refletta no preço da carne de bovino

Gado a pastar num campo no condado de Fergus, Montana, em 2022
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  • A seca de inverno extrema e o calor recorde continuam nos EUA, com previsões de seca prolongada que podem afectar trigo de Inverno, sementeira de Verão e a cadeia de abastecimento alimentar.
  • No Nebraska, pastagens recorrem a secas intensas com temperaturas de Março a subir perto de 32 °C, enquanto incêndios no norte já consumiram centenas de milhares de hectares.
  • Até 31 de março, quase 60% do território americano encontrava-se em seca, estendendo-se a regiões-chave para amendoim, arroz, trigo e gado.
  • A seca pode puxar mais aumentos nos preços da carne de bovino, já que 64% do efectivo bovino está afetado pela seca e o preço da carne subiu 14,4% desde fevereiro de 2025.
  • No Oeste irrigado, o degelo rápido de mantos de neve preocupa produtores; cortes de água esperados podem levar a pousio de campos ou escolha de culturas de ciclo mais curto.

O que aconteceu, quem envolve, quando e onde: a seca de inverno atingiu os EUA de forma histórica, com temperaturas acima da média e precipitação abaixo do normal, especialmente nas Grandes Planícies e no Oeste. Agricultores relatam solos secos, plantas estioladas e ramos de incêndios a ganhar terreno na região norte. A seca pode afetar a cadeia de abastecimento alimentar e pressionar os preços da carne de bovino.

Quase 60% do território norte-americano encontrava-se em seca a 31 de março, segundo o Monitor de Seca dos EUA. Nas Planícies, a combinação de calor excessivo e falta de neve compromete trigo de Inverno, sementeira de Verão e rações para o gado. O impacto varia por região, mas estende-se a sul, leste e oeste.

No Nebraska, a família Perry vive há quatro gerações na região do panhandle. O produtor Justin Perry relata solos ressequidos, sem neve isolante e ventos secos que sobem a temperatura do solo. “Isto está a parecer mau”, afirma, citando um cenário que pode destruir parte do negócio.

Aquecimento global e episódios de frio precoces elevam o risco de danos a culturas. Meteorologistas associam ondas de calor à redução de humidade no solo, o que dificulta a germinação de sementes e aumenta a vulnerabilidade das plantações a geadas ocasionais.

A seca afeta culturas-chave: no Sul, cana-de-açúcar, arroz e amendoim sofrem com níveis extremos de secura. Já no Oeste, áreas irrigadas enfrentam cortes de água por direitos de uso, à medida que fontes hídricas entram em regime de escassez.

Na prática, produtores podem ter de optar pela queda de plantações ou por culturas de ciclo mais curto para economizar água. Em áreas irrigadas, cortes de água plausíveis obrigam a reajustes na gestão de pastagens, feno e linho de alimentação animal.

Como consequência, o custo da carne de bovino já sobe. O preço de venda tem aumentado, e analistas indicam que o efeito em cadeia pode elevar ainda mais os preços ao consumidor, apesar de fatores globais influenciarem o mercado.

No Oeste, a água disponível para irrigação estalona, com quedas de neve históricas nas montanhas. A NOAA aponta que mantos de neve desapareceram em semanas, agravando a escassez de água para cultivo e abastecimento humano.

Os impactos são sentidos também no gado. O rebanho estadounidense alcançou números baixos desde os anos 1950, com cerca de 64% do efetivo afetado pela seca, segundo o Departamento de Agricultura. Agricultores avaliam estratégias para manter produção sem comprometer a viabilidade financeira.

Em resumo, a seca de inverno nos EUA coloca em risco várias culturas, eleva custos de energia e fertilizantes e pressiona o abastecimento de carne. As previsões da meteorologia indicam continuidade de condições quentes e secas na primavera, com variações regionais.

Notas finais sobre o contexto: especialistas ressaltam que mudanças climáticas explicam parte do fenómeno, associando altas temperaturas a maior evaporação de água do solo. A situação exige monitoramento constante, gestão de recursos hídricos e ajustes de cultivo para mitigar impactos futuros.

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