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Mau tempo causa prejuízos de 23 milhões de euros em câmaras do Alto Alentejo

Prejuízos do mau tempo no Alto Alentejo atingem 23 milhões de euros, principalmente em infraestruturas municipais e habitações, sem apoio governamental confirmado

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  • Os prejuízos no distrito de Portalegre somam 23 milhões de euros, segundo a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), atualizados junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
  • A estimativa inicial, em março, apontava 16 milhões de euros; os números atuais referem-se a danos em infraestruturas municipais e habitações.
  • O Governo ainda não terá chegado com apoios aos municípios, que tiveram de ajustar os seus orçamentos para fazer face aos problemas.
  • Os prejuízos agrícolas não estão incluídos nos 23 milhões apurados pela CIMAA; a contabilidade agrícola foi recolhida por outras entidades.
  • Os concelhos mais afetados foram Portalegre, Gavião, Nisa e Ponte de Sor; em Portalegre registaram-se enchentes com danos em casas, caves e veículos.

O mau tempo que afetou o distrito de Portalegre já deixou prejuízos estimados em 23 milhões de euros. A soma resulta de danos verificados em infraestruturas municipais e habitações, apurados pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e comunicados à CCDR do Alentejo.

A atualização dos números ocorreu esta quarta-feira, após uma primeira estimativa de 16 milhões de euros, anunciada em março. Joaquim Diogo, presidente da CIMAA, explicou à Lusa que os valores já refletem danos em coberturas, infraestruturas municipais e habitações, com trabalho contínuo de levantamento.

Segundo o responsável, o montante consolidado já está definido, mas os apoios governamentais ainda não chegaram aos municípios. Alterações nos orçamentos municipais foram necessárias para responder aos problemas.

Avaliação de prejuízos e lacunas de apoio

Diogo indicou que os prejuízos agrícolas não entram nos 23 milhões reportados à CCDR. A CIMAA não tem acesso à contabilização dessas perdas, apuradas por outras entidades, segundo diz o presidente.

Entre março e início de fevereiro, os municípios mais afetados foram Portalegre, Gavião, Nisa e Ponte de Sor, segundo a CIMAA. O distrito concentra os impactos mais relevantes do mau tempo no país.

No início de fevereiro, uma enxurrada de água, lama e pedras chegou à Serra de São Mamede, atingindo Portalegre. Três avenidas ficaram intransitáveis, pelo menos 10 casas ficaram danificadas, com caves e 52 carros afetados, e três pessoas ficaram desalojadas.

Além disso, o mau tempo provocou danos em Gavião, incluindo a destruição da Praia Fluvial do Alamal e dos passadiços do Alamal, entre outros estruturas municipais. As avaliações continuam em curso pelas instituições competentes.

As autoridades locais destacam a necessidade de apoios imediatos para covering danos críticos, mas mantêm o foco na reabilitação de infraestruturas, habitações e vias que permanecem afetadas. A CIMAA segue a monitorização e o registo de prejuízos.

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