- O IPMA revela que fevereiro teve precipitação excecional, com totais mensais em média cerca de 300 por cento da normal climatológica.
- O presidente da República está a cumprir a Presidência Aberta, num roteiro de cinco dias pelos distritos de Castelo Branco, Santarém, Coimbra e Leiria, para avaliar os danos causados pelo mau tempo.
- Os distritos em foco são Castelo Branco, Santarém, Coimbra e Leiria.
- O ciclo de chuva intenso resulta num sereno paradoxal: rios cheios e barragens a respirar, mas o país avança, de forma silenciosa, para a aridez.
- Os climatologistas Vanda Cabrinha e Ricardo Deus destacam o contraste entre a intensidade de fevereiro e o impacto a longo prazo na disponibilidade de água.
Portugal vive um inverno marcado por chuva intensa e tempestades, sem impedir o avanço da aridez. O presidente da República está a cumprir a Presidência Aberta, num roteiro de cinco dias pelos distritos de Castelo Branco, Santarém, Coimbra e Leiria, para avaliar os danos causados pelo mau tempo.
Dados do IPMA indicam precipitação excecional em fevereiro, com totais mensais médios a rondar 300% da normal climática. Climatologistas consultados explicam o fenómeno como um dilúvio estatístico que, apesar de encher rios e reforçar barragens, não impede o país de caminhar para a aridez.
O fenómeno tem impactos variados na operação de recursos hídricos e na agricultura, já que volumes inesperadamente elevados podem distender o regime de águas. As informações oficiais reforçam a necessidade de monitorização permanente e de medidas de adaptação às alterações climáticas.
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