Portugal vive um inverno marcado por chuva intensa e tempestades, sem impedir o avanço da aridez. O presidente da República está a cumprir a Presidência Aberta, num roteiro de cinco dias pelos distritos de Castelo Branco, Santarém, Coimbra e Leiria, para avaliar os danos causados pelo mau tempo.
Dados do IPMA indicam precipitação excecional em fevereiro, com totais mensais médios a rondar 300% da normal climática. Climatologistas consultados explicam o fenómeno como um dilúvio estatístico que, apesar de encher rios e reforçar barragens, não impede o país de caminhar para a aridez.
O fenómeno tem impactos variados na operação de recursos hídricos e na agricultura, já que volumes inesperadamente elevados podem distender o regime de águas. As informações oficiais reforçam a necessidade de monitorização permanente e de medidas de adaptação às alterações climáticas.
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