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Leiria pede IPMA analisar previsão da tempestade Kristin e melhorar modelos

Presidente da Câmara de Leiria exige ao IPMA reavaliar a previsão da tempestade Kristin e melhorar modelos para uma prevenção mais eficaz

Danos provocados pela tempestade Kristin
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  • O presidente da Câmara de Leiria pediu ao IPMA para analisar a previsão efetuada para a tempestade Kristin e para melhorar os seus modelos.
  • Gonçalo Lopes disse que as previsões do IPMA apontavam a entrada da tempestade entre Mira e Figueira da Foz, mas há modelos na internet que acertaram o local de impacto.
  • O autarca defendeu que o IPMA precisa de balanço, mais informação, mais estações, mais imagens e maior participação científica para desenvolver modelos de prevenção mais ajustados.
  • Referiu que uma previsão mais precisa ajudaria no pré-posicionamento de meios, e que geradores e reposição poderiam ter sido melhorados com esse planeamento.
  • A intervenção na região enfrenta paralisação de comunicações em cerca de metade da população há dois meses, com casas e empresas afetadas, e há necessidade de mobilizar um “exército” para limpar floresta nos quatro concelhos mais atingidos (Leiria, Marinha Grande, Ourém e Pombal). Pelos menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta.

O presidente da Câmara de Leiria solicitou ao IPMA que analise a previsão da tempestade Kristin e que melhore os seus modelos de previsão. O pedido foi feito numa conferência organizada pelo jornal Região de Leiria, no âmbito de um debate sobre o futuro pós-calamidade.

Gonçalo Lopes sustentou que os avisos do IPMA, publicados a 26 e 27 de janeiro, indicavam a passagem da tempestade entre Mira e Figueira da Foz. Modelos independentes existentes na internet apontaram outro ponto de entrada, já antes da passagem pela região.

O autarca defendeu que o IPMA deve fazer um balanço dos acontecimentos e que é necessária mais informação, estações, imagens e participação científica para tornar as previsões mais ajustadas. A ideia é facilitar o pré-posicionamento de meios, incluindo geração e reposição de energia, quando pertinente.

Gonçalo Lopes reconheceu a persistência de problemas de comunicação na região dois meses após Kristin, com cerca de metade da população sem rede. Salientou danos em infraestruturas, habitações e empresas, e a necessidade de avançar com a recuperação de fibra ótica e internet.

No que diz respeito à floresta, o presidente apelou a uma ação rápida para limpar os terrenos nos quatro concelhos mais atingidos (Leiria, Marinha Grande, Ourém e Pombal) com ajuda de privados, que poderão também recuperar valor na madeira.

Os temporais que afetaram Portugal desde o final de janeiro provocaram dezenas de mortes, feridos e desalojados, e deixaram milhares de edifícios e várias áreas industriais danificados, com prejuízos juntos de milhares de milhões de euros. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais atingidas.

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