- Reguladores da CPLP reúnem-se em Cabo Verde (15 a 17 de junho) para discutir ampliar o acesso à internet e a proteção dos cabos submarinos de fibra ótica.
- Brasil e Portugal são considerados mais avançados em conectividade, com Fortaleza a receber 17 cabos submarinos que vêm de diferentes países, incluindo saídas de Sines (Portugal).
- O encontro aborda a literacia digital como desafio presente: mesmo com boa infraestrutura, há populações que não sabem usar a internet ou não confiam na tecnologia.
- Questões de segurança e resiliência dos cabos são discutidas, incluindo a necessidade de governança global e de soluções para manter a conectividade em situações de crise ou ataques.
- A CPLP pretende fortalecer a coordenação entre reguladores lusófonos e a voz do Sul Global; o Brasil candidatou-se a secretário-geral adjunto da UIT, defendendo maior eficiência e impacto das ações da agência.
Os reguladores de telecomunicações da CPLP reuniram-se em Cabo Verde para discutir expansão do acesso à internet e a proteção dos cabos submarinos de fibra ótica. O encontro decorre entre 15 e 17 de junho, com foco em soluções para serviços de qualidade e resiliência da rede.
O evento, organizado pela Arctel-CPLP, reúne reguladores do Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. A cooperação visa partilhar experiências e atrair investimentos.
O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, destaca o Brasil como referência em regulação e competição, o que facilita preços baixos. Aponta também para desafios da literacia digital e da proteção de infraestruturas críticas.
Parcerias, investimentos e cabos submarinos
Baigorri explica que os investimentos em cabos são privados e visam reduzir a latência para serviços globais. Em Fortaleza chegam 17 cabos, enquanto alguns passam pelo Porto de Sines, em Portugal, que funciona como hub.
O regulador aponta a necessidade de ampliar o acesso a áreas rurais e reforçar a literacia digital para que a conectividade se traduza em uso efetivo. Só assim a rede chega a comunidades isoladas.
Outra linha de trabalho envolve a proteção de cabos submarinos frente a riscos geopolíticos e desastres naturais. A discussão inclui estratégias de resiliência e protocolos de atuação entre países lusófonos.
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