- A empresa portuguesa Promptly Health integrou Hapvida NotreDame Intermédica, um dos maiores grupos de saúde da América Latina, expandindo a base de dados para o Brasil.
- Com a integração, a plataforma passa a incluir dados de mais de 70 milhões de pessoas sediadas em instituições de saúde na Europa e no Brasil.
- No Brasil, passam a estar acessíveis via plataforma dados de mais de 16 milhões de beneficiários do Hapvida.
- A tecnologia permite partilha de conhecimento clínico entre hospitais e sistemas de saúde sem transferir dados sensíveis, assegurando conformidade com normas e controlo pelos titulares dos dados.
- A implementação ocorre num contexto de Regulamento EEDS da União Europeia, com entrada em vigor de principais elementos prevista para março de 2029 (regime de transição iniciado em março de 2025).
A empresa portuguesa Promptly Health vai ligar dados clínicos de mais de 70 milhões de pessoas em toda a Europa e, agora, no Brasil, para apoio a investigação clínica. A plataforma utiliza um modelo federado, que não exige a transferência de dados sensíveis.
A entrada da Promptly Health no mercado da América Latina foi confirmada esta quinta-feira, com a integração da Hapvida NotreDame Intermédica, um dos maiores grupos de saúde da região. O acordo abre o Brasil à rede de dados já existente na plataforma.
Com a operação, os dados de mais de 16 milhões de beneficiários da Hapvida passam a ficar acessíveis através da infraestrutura da Promptly Health, em condições de segurança e controlo de acesso.
Regulamento EEDS
A integração acontece num momento em que a União Europeia prepara o Regulamento EEDS para dados de saúde eletrónicos, com aplicação prevista a partir de março de 2029. O objetivo é estabelecer um quadro comum de intercâmbio de dados de saúde no bloco.
A Promptly Health já conecta cerca de 400 hospitais e organizações de saúde em Portugal, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, agora incluindo o Brasil, potenciando estudos multinacionais.
Segundo a empresa, o ecossistema resultante deverá permitir investigação clínica mais robusta, com dados reais de diferentes sistemas de saúde, sem comprometer o controlo das instituições geradoras.
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