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UE reforça regras para fornecedores de cloud dos EUA

UE aplica regime da Lei dos Mercados Digitais a Microsoft Azure e Amazon Web Services para reforçar a concorrência na cloud, Google Cloud fica fora

Logótipo da AWS exposto num evento "What’s Next with AWS", terça-feira, 28 de abril de 2026, em São Francisco
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A Comissão Europeia anunciou que os serviços de cloud da Microsoft Azure e da Amazon Web Services ficarão sujeitos a regras mais restritivas, numa fase inicial. A medida visa reforçar a concorrência no setor e abrir espaço a prestadores europeus, explica Bruxelas.

Representantes das duas empresas foram informados de que os seus serviços entrarão no regime da Lei dos Mercados Digitais (DMA), que visa travar práticas anticoncorrenciais de grandes plataformas dominantes. A Google Cloud fica de fora, por ainda não evidenciar domínio suficiente.

O objetivo é evitar que clientes fiquem presos a ecossistemas fechados, dificultando a mudança para concorrentes. A iniciativa surge numa altura de esforço europeu para reduzir a dependência de tecnologia estrangeira, incluindo serviços de cloud.

Medida e Implicações

A DMA obriga, inicialmente, a Microsoft e a AWS a cumprir obrigações e proibições específicas, com foco na promoção da concorrência e na abertura de mercados. O regime pode evoluir conforme avaliação dos impactos.

Brexit, Bruxelas e Washington mantêm diálogo digital para explicar opções regulatórias e mitigar críticas. O encontro entre as partes ainda não ocorreu, segundo a Comissão Europeia.

A decisão coincide com planos da Comissão para reduzir a dependência de fornecedores externos e favorecer alternativas europeias em setores sensíveis, incluindo contratos públicos. O balanço sobre efeitos ainda está por ser definido.

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