- Diretores pedem novas técnicas de vigilância nos exames nacionais para identificar dispositivos cada vez mais sofisticados.
- Os modelos atuais de vigilância permanecem praticamente inalterados há décadas, segundo Filinto Lima.
- Existem dispositivos quase imperceptíveis, como brincos com sistemas de comunicação, canetas com IA e óculos que mostram as respostas.
- Países já adotaram medidas: Espanha usa detectores à entrada das salas; Inglaterra, através da Ofqual, treina vigilantes para detectar óculos, auriculares e canetas com ecrã; na Turquia houve detenção de estudante por uso de dispositivo disfarçado.
- Os exames nacionais do ensino secundário começaram na terça-feira e vão terminar a 26 de junho; há debate entre o Ministério da Educação e as escolas para o próximo ano letivo.
Os diretores escolares pedem novas técnicas de vigilância nos exames nacionais para detectar dispositivos tecnológicos avançados que possam ter acesso à IA ou comunicação oculta. Austeridade atual não acompanha a evolução tecnológica, dizem.
Filinto Lima, presidente da ANDAEP, questiona como vigiar os alunos numa era em que os aparelhos passam despercebidos. Defende iniciar um debate com o Ministério da Educação já no próximo ano lectivo.
Embora os alunos não possam ter telemóveis ou relógios inteligentes, existem dispositivos quase imperceptíveis que podem escapar à vigilância humana, segundo Lima. Brincos, canetas com IA e óculos são citados como exemplos.
Práticas internacionais
Em Espanha, entram detectores de dispositivos electrónicos não autorizados à entrada das salas de exame para reduzir fraudes. O objetivo é manter a equidade entre os alunos.
Na Inglaterra, a Ofqual alertou para o aumento de fraudes com tecnologia avançada e está a formar vigilantes para identificar óculos com IA, auriculares escondidos e canetas com ecrãs. Tendência de 2018 mantém-se.
Na Turquia, a polícia arrestou um estudante por usar um dispositivo improvisado para responder a perguntas, com um router oculto na sola do sapato, ligado a software de IA.
Conclusões provisórias
As provas de acesso ao ensino superior começaram recentemente e decorrem até 26 de Junho. Não há casos confirmados de fraude nesta fase em Portugal, segundo o grupo de diretores.
As autoridades nacionais ponderam medidas adicionais para assegurar a integridade dos exames, incluindo sistemas de deteção mais sofisticados e maior formação dos responsáveis pela vigilância.
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