Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

DeepL questiona necessidade de aprender alemão se IA já fala no VivaTech 2026

CEO da DeepL afirma que a IA pode eliminar a barreira linguística nos negócios, mas aprender línguas continua relevante pela cultura que cada idioma encerra

Jeremy Wilks, da Euronews, entrevista o CEO da DeepL
0:00
Carregando...
0:00

A VivaTech 2026 em Paris serviu de palco para a visão do CEO da DeepL sobre a tradução em tempo real nos negócios. Jarek Kutylowski defende que a IA pode eliminar a barreira linguística, mantendo, porém, a aprendizagem de línguas como valor cultural e humano. A demonstração ocorreu no âmbito de entrevistas de imprensa.

O cofundador e diretor executivo da DeepL explicou que a tecnologia pretende permitir conversas em que cada interveniente ouve e fala na sua língua, sem perder o contexto. O objetivo é facilitar entrevistas ou reuniões em ambientes multilingues, como quando há participantes de diferentes origens.

Kutylowski referiu que, nos negócios, a transmissão de áudio em tempo real é essencial e que plataformas como Teams ou Zoom já suportam o processo por meio de interfaces existentes. O sistema da DeepL funciona em segundo plano, com o utilizador a escolher a língua que quer ouvir.

Aquisição e ambições

A DeepL anunciou a aquisição da Mixhalo, empresa de áudio em tempo real com baixa latência, sediada em São Francisco. A parceria visa aplicar a tecnologia a grandes eventos e a serviços de apoio a clientes em serviços internacionais.

Segundo o CEO, a Mixhalo resolve os problemas de áudio em direto, entregando som de alta fidelidade a milhares de pessoas com latência praticamente nula. A meta é tornar a barreira linguística irrelevante em grandes operações empresariais.

Limites culturais e educativas

Kutylowski reconhece que a IA não captura nuances culturais em todos os contextos. Existem situações históricas ou culturais que não podem ser traduzidas com perfeição. O fundador da DeepL enfatiza que aprender línguas continua relevante para entender culturas diferentes.

O líder destaca ainda a ligação entre linguagem e identidade. A título pessoal, nasceu na Polónia, foi criado entre a Polónia e a Alemanha e aponta essa experiência como motor para valorizar o aprendizado de línguas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais