- O CEO da DeepL, Jarek Kutylowski, apresentou, na VivaTech em Paris, a visão de tradução em tempo real para negócios, com cada interlocutor a falar na sua língua.
- A ideia é que, em reuniões multilingues, se ouça na própria língua de cada participante, tornando a conversa fluida e confiante.
- O DeepL Voice, solução de tradução de voz em tempo real, é apontado como superior em precisão, fluidez e fiabilidade face a Teams, Zoom e Google Meet, com uma pontuação de 96,4 em 100 pela Slator em 2026.
- A DeepL anunciou a aquisição da Mixhalo, plataforma de áudio em tempo real de ultrabaixa latência, para eventos e serviços de apoio ao cliente e fluxos de trabalho internacionais.
- Kutylowski reconhece limites culturais na tradução e insiste no valor de aprender línguas para entender culturas; aponta o japonês como próximo desafio.
A VivaTech 2026 em Paris serviu de palco para a visão do CEO da DeepL sobre a tradução em tempo real nos negócios. Jarek Kutylowski defende que a IA pode eliminar a barreira linguística, mantendo, porém, a aprendizagem de línguas como valor cultural e humano. A demonstração ocorreu no âmbito de entrevistas de imprensa.
O cofundador e diretor executivo da DeepL explicou que a tecnologia pretende permitir conversas em que cada interveniente ouve e fala na sua língua, sem perder o contexto. O objetivo é facilitar entrevistas ou reuniões em ambientes multilingues, como quando há participantes de diferentes origens.
Kutylowski referiu que, nos negócios, a transmissão de áudio em tempo real é essencial e que plataformas como Teams ou Zoom já suportam o processo por meio de interfaces existentes. O sistema da DeepL funciona em segundo plano, com o utilizador a escolher a língua que quer ouvir.
Aquisição e ambições
A DeepL anunciou a aquisição da Mixhalo, empresa de áudio em tempo real com baixa latência, sediada em São Francisco. A parceria visa aplicar a tecnologia a grandes eventos e a serviços de apoio a clientes em serviços internacionais.
Segundo o CEO, a Mixhalo resolve os problemas de áudio em direto, entregando som de alta fidelidade a milhares de pessoas com latência praticamente nula. A meta é tornar a barreira linguística irrelevante em grandes operações empresariais.
Limites culturais e educativas
Kutylowski reconhece que a IA não captura nuances culturais em todos os contextos. Existem situações históricas ou culturais que não podem ser traduzidas com perfeição. O fundador da DeepL enfatiza que aprender línguas continua relevante para entender culturas diferentes.
O líder destaca ainda a ligação entre linguagem e identidade. A título pessoal, nasceu na Polónia, foi criado entre a Polónia e a Alemanha e aponta essa experiência como motor para valorizar o aprendizado de línguas.
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