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Apenas 24% dos portugueses confiam em notícias apresentadas por chatbots

Confiança em notícias via chatbots atinge 24%, com utilizadores a validar factos pela IA, enquanto o smartphone continua the principal écran de acesso.

O *smartphone* é o dispositivo mais usado pelos portugueses para acederem às notícias, muitas vezes através de *chatbots* da IA
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  • A confiança em notícias obtidas via chatbots é de 24%, acima das redes sociais (21%) e abaixo dos motores de busca (40%).
  • Cerca de 7% dos internautas portugueses utilizam estas ferramentas para fins informativos; o robô raramente substitui o jornalista, sendo comum fazer perguntas complementares sobre uma história já lida noutro local (43%).
  • A IA surge mais como camada adicional de mediação e esclarecimento do que como meio alternativo ao jornalismo; usos frequentes incluem avaliar fontes (27%), resumir textos longos (21%) e aceder às últimas actualidades (24%).
  • Apenas 33% dos utilizadores que recorrem a assistentes de IA clicam nos links para a fonte original, contrastando com 51% em pesquisas tradicionais; muitos saem da plataforma para confirmar factos.
  • O smartphone é o dispositivo dominante: 90% acedem à Internet por telemóvel e 79% lêem notícias nesse dispositivo; o computador permanece ativo para 62% dos leitores digitais, e as Smart TV já têm utilizadores acima de metade.

O Digital News Report Portugal 2026, coordenado pelo OberCom, revela o papel crescente dos algoritmos no acesso à informação, acompanhado de uma desconfiança persistente por parte dos leitores. O estudo é o primeiro a medir a confiança em notícias fornecidas por assistentes conversacionais de IA.

Segundo os dados, apenas 24% dos inquiridos confiam nas notícias apresentadas por chatbots. Este valor coloca os chatbots numa posição intermédia, acima das redes sociais (21%), mas abaixo dos motores de busca tradicionais (40%).

O relatório, assinado por Miguel Paisana, Ana Pinto-Martinho e Gustavo Cardoso, indica que cerca de 7% dos internautas nacionais já utilizam IA para fins informativos. Contudo, o robô não substitui o jornalista; 43% fazem perguntas complementares sobre uma história lida noutro local.

> A IA surge, para já, como camada adicional de mediação, conveniência e esclarecimento, sublinham os autores. Outras utilizações comuns incluem avaliar fontes (27%), resumir textos longos (21%) e ficar a par das últimas notícias (24%).

Utilizadores e navegação

Os assistentes de IA tendem a manter os utilizadores no seu ecossistema. Apenas 33% dos leitores clicam em links para a fonte original, versus 51% nas pesquisas tradicionais na Internet.

Para confirmar factos, cerca de 33% dos inquiridos admitem sair da plataforma para verificar a veracidade das informações. A curiosidade não é o principal motor; é a validação de dados.

Dispositivos e preferências

Independentemente da tecnologia, o smartphone domina o quotidiano informativo em Portugal. 90% dos utilizadores de Internet acedem à rede pelo telemóvel, e 79% lêem notícias nesse dispositivo. O computador mantém uma presença estável, com 62%.

As Smart TVs também estão presentes na rotina de mais de metade dos inquiridos, evidenciando uma diversidade de canais para aceder a informação.

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