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Relógios inteligentes e correção digital podem afetar exames nacionais

Relógios inteligentes e correção digital elevam o risco de fraude nos exames nacionais, com escolas sem recursos para detetar novas formas de copiar

Exames do secundário começam esta terça-feira
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  • As provas nacionais do ensino secundário arrancam na terça-feira com a prova de português, a mais concorrida, para a qual estão inscritos 81 225 alunos.
  • No total, há 166 339 estudantes inscritos, sendo 93 596 candidatos ao ensino superior.
  • Diretores estão preocupados com novas formas de fraude associadas a relógios inteligentes, óculos com visualização de respostas e dispositivos semelhantes.
  • A oposição destaca que as escolas não têm recursos para detetar estas fraudes e que as medidas de vigilância são antigas.
  • A estreia da correção digital das provas também preocupa, com a possibilidade de novas falhas ou inconsistências no processo.

A primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário arrancou esta terça-feira com a prova de português, a mais concorrida, para a qual estão inscritos 81 225 alunos. No total, 166 339 estudantes estão inscritos, com 93 596 a concorrer ao ensino superior. O arranque ocorre no âmbito de um conjunto de provas que define o acesso ao ensino superior este ano.

Diretores das escolas expressam preocupações sobre novas formas de fraude associadas a tecnologias digitais, que surgem para além dos métodos tradicionais de vigilância. A presença de dispositivos de mudança de resposta aumenta o risco de cópia durante as provas.

Ao longo desta fase, o que está em jogo são as ações de detecção e a avaliação de eventuais irregularidades, em apenas alguns momentos de avaliação. As escolas dizem não dispor, ainda, de recursos suficientes para acompanhar as novas possibilidades de fraude que surgem fora dos métodos de fiscalização convencionais.

Desafios de Vigilância

Filinto Lima, presidente da Andaep, aponta que relógios inteligentes, óculos com capacidades de visualização de respostas, e acessórios que permitem ouvir respostas constituem um conjunto de tecnologias que as escolas ainda não estão preparadas para detetar. A organização lembra que, caso haja irregularidades, o aluno pode ficar penalizado e o teste pode ser anulado. Sem detecção, há, segundo o dirigente, uma vantagem ilegítima para quem recorre a esses recursos.

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