- Estudantes do Instituto Superior Técnico criaram a Dyscovery, uma plataforma com IA que funciona como um companheiro de leitura personalizado para alunos com dislexia.
- O projeto está numa segunda fase experimental com pilotos em cinco escolas de Lisboa, Coimbra e Leiria, envolvendo mais de cem estudantes.
- A plataforma oferece dois modos: leitura assistida com apoio visual e auditivo (estilo karaoke) e modo de prática, com exercícios de ouvir/reescrever frases ou ler em voz alta, recebendo dicas de pronúncia e fluência, adaptando-se ao utilizador em tempo real.
- Ao criar a conta, o aluno escolhe o ano de escolaridade para receber exercícios com dificuldade adequada; docentes podem inserir frases próprias para criar exercícios específicos. A aplicação também mostra métricas de velocidade de leitura e escrita para acompanhar a evolução.
- Depois de feedback das escolas, a equipa adicionou uma componente de gamificação para aumentar a frequência de exercícios e pretende expandir a plataforma a mais escolas e, posteriormente, aos pais.
A Dyscovery, startup criada por estudantes do Instituto Superior Técnico (IST), está a desenvolver uma plataforma digital que atua como companheiro de leitura personalizado. A ferramenta usa inteligência artificial para adaptar-se em tempo real às necessidades de cada aluno.
A iniciativa nasceu na JUNITEC, empresa do IST, e envolve Francisco Redondo, Margarida Nunes, Vítor Clara e André Rodrigues, todos mestrandos no IST. O projeto encontra-se numa fase experimental com pilotos em cinco escolas de Lisboa, Coimbra e Leiria, envolvendo mais de 100 alunos.
A plataforma surge para apoiar a dislexia, uma dificuldade de leitura e escrita com base neurobiológica. O objetivo é facilitar o diagnóstico atempado e oferecer estratégias que minimizem impactos na vida escolar e social das crianças.
Na prática, o sistema combina IA com ciência cognitiva, oferecendo um modo de leitura assistida, com apoio visual e auditivo, e um modo de prática, com exercícios de escuta, escrita e leitura em voz alta. A aplicação mostra sílabas de cada palavra.
Ao criar a conta, o utilizador escolhe o ano escolar, para sugerir exercícios adequados. Se o aluno atingir várias notas máximas, o sistema sugere subir de nível. O objetivo é manter o desafio alinhado à evolução do estudante.
A plataforma recolhe métricas de velocidade de leitura e escrita, apresentando uma nota global para monitorização pelo docente. Professores podem criar exercícios próprios, ajustados às necessidades de cada criança, facilitando adaptação de frases conforme o ritmo de cada aluno.
Novo nível desbloqueado
Os pilotos permitiram recolher feedback sobre interação e adequação dos exercícios. Concluiu-se que incorporar gamificação pode incentivar a realização de atividades, com missões e recompensas.
A implementação da gamificação já mostrou aumento de atividade e de precisão. Os alunos mostraram maior motivação para completar exercícios, especialmente nos primeiros anos de escolaridade, onde a dislexia é mais perceptível.
Com a conclusão desta fase, a equipa pretende ampliar o acesso a mais escolas e, posteriormente, chegar aos pais através de um site central com vários exercícios, para sensibilizar sobre a dislexia e apoiar a leitura contínua ao longo da vida.
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